Anunciada nova operação para destruir bases rebeldes em Cabo Delgado

por Gonçalo Lopes

As forças governamentais moçambicanas anunciaram o lançamento de uma operação para destruir bases terroristas no limite entre os distritos de Muidumbe e Macomia, alvo de incursões rebeldes, nos últimos dias.

A operação, designada Vulcão IV e que conta com a ajuda das forças estrangeiras que apoiam Moçambique no combate contra o terrorismo, visa “intensificar medidas de perseguição e destruição das bases terroristas do inimigo que aterroriza o norte do rio Messalo, distrito de Muidumbe, e o ocidente de Chai, no distrito de Macomia”, refere-se num comunicado do Ministério da Defesa.

Segundo o documento, as novas incursões são a continuação da operação Vulcão I, que foi realizada em julho do ano passado e que culminou com a destruição da base Catupa, descrita como o principal refúgio dos rebeldes no interior do distrito de Macomia.

“É de destacar que a operação Vulcão IV, bem como as demais operações voltadas para a perseguição do inimigo, tem causado um impacto direto na defesa de Moçambique”, frisou o Ministério da Defesa.

As incursões em pontos recônditos nas margens do rio Messalo, entre Muidumbe e Macomia, ganharam vigor nos últimos dias e as autoridades locais acreditam ser da autoria dos grupos rebeldes que deambulam pela região, em fuga das operações militares que têm sido desencadeadas pelas forças governamentais, com apoio da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e do Ruanda.

A província de Cabo Delgado enfrenta há cinco anos uma insurgência armada com alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

A insurgência levou a uma resposta militar desde julho de 2021 com apoio do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), libertando distritos junto aos projetos de gás, mas surgiram novas vagas de ataques a sul da região e na vizinha província de Nampula.

O conflito já fez um milhão de deslocados, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e cerca de 4.000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED.

*Com Lusa

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