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Tesouros chineses, o que já foi o edifício mais alto do mundo e o whisky taiwanês

Poucos minutos antes de bater a hora certa, quem estiver de frente para a enorme estátua no topo da escadaria do memorial a Chiang Kai-shek, no centro de Taipé, pode ver os soldados de uniforme branco aproximar-se com os seus gestos mecânicos. É o render da guarda no edifício que presta homenagem ao líder que em 1949 se refugiou na ilha após perder a guerra civil chinesa para os comunistas de Mao. Uma figura hoje divisiva, com os apoiantes a considerar o líder dos nacionalistas como um herói e os detratores a denunciá-lo como um ditador. Mas apesar da tensa relação com Pequim – que vê Taiwan como província rebelde e tem reafirmado nos últimos meses estar disposta a recorrer à força para obter a reunificação – a sua capital é uma cidade vibrante, onde a preocupação com uma possível invasão chinesa existe mas pouco se sente no dia-a-dia e com muito a oferecer a quem a visita – do Museu do Palácio Nacional, onde tantos dos artefactos imperiais chineses foram trazidos por Chiang, até ao Taipei 101, que com os seus 101 andares já foi o edifício mais alto do mundo, passando pelos mercados noturnos ou ainda por um desvio até à destilaria do whisky taiwanês, o Kavalan.

A cidade merece mais, mas se só tiver 48 horas para lhe dedicar, o Memorial a Chiang Kai-shek é um bom sítio por onde começar. O enorme edifício branco de telhado azul destaca-se na praça da Liberdade, bem no centro de Taipé. E depois de subir os 89 degraus (um por cada ano de Chiang quando morreu) da escadaria que leva à estátua do líder guardada pelos militares de uniforme imaculado e de se maravilhar com a sua habilidade a manejar as espingardas que fazem dançar nas suas mãos, pode apanhar o elevador para visitar as exposições gratuitas no andar de baixo. A principal conta a história de Chiang, exibindo fotos do líder ao lado de outras grandes figuras, desde Franklin Roosevelt a Churchill, até às suas duas limusinas.

No exterior, tempo para um passeio pelo parque que rodeia o memorial, onde é frequente ver grupos a fazer tai chi. Na mesma praça fica ainda o Teatro Nacional e o National Concert Hall.

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