Ao mesmo tempo em que trava a mais dura batalha da Guerra da Ucrânia até aqui, na região de Lugansk, a Rússia acelera seus planos de domínio dos territórios do vizinho que caíram sob seu controle militar.
O governo da autoproclamada República Popular de Donetsk, área separatista pró-Kremlin no Donbass, anunciou que seu próximo premiê será o russo Vitali Khotsenko. Parece detalhe burocrático, mas não é.
Durante os oito anos de guerra civil apoiada por Moscou na região, iniciados na esteira da anexação da Crimeia como resposta à derrubada do governo simpático a Vladimir Putin em Kiev, a Rússia sempre tentou disfarçar suas intenções ao dizer que apenas agia a pedido das populações russófonas locais.
Khotsenko, ex-chefe de departamento no Ministério da Indústria e Comércio, é o primeiro russo a ocupar um cargo na administração de Donetsk, que com Lugansk compõe a área histórica do Donbass (bacia do rio Don, em russo).
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