“Vamos passar a uma fase superior de união cívico-militar (…) de fusão entre o povo e as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas”, disse Nicolás Maduro.
O chefe de Estado venezuelano falava, em Caracas, para milhares de simpatizantes que marcharam para assinalar o 20.º aniversário dos acontecimentos de abril de 2002, que afastaram temporariamente do poder o então presidente Hugo Chávez (1999-2013).
O governante frisou ainda que tal fusão vai permitir estar sempre na vanguarda, lutando nas tarefas do presente e do futuro.
Maduro disse ainda que “uma verdadeira revolução” tem a capacidade de se mudar e adaptar-se aos tempos, no discurso, na política e na ação”.
“É por isso que hoje, 13 de abril, 20 anos depois da ‘Revolução de Abril’ (…) vamos assumir com força e energia todo o espírito revolucionário, mas a Venezuela precisa de grandes mudanças para continuar no caminho da recuperação e prosperidade”, sublinhou.
Maduro explicou que a revolução bolivariana vai abraçar “três R rumo à meta de 2030”: “o R da resistência permanente, dos estudantes, dos jovens, da classe trabalhadora, das mulheres, das comunas, dos ‘Clap’ [distribuição de alimentos a preços subsidiados], dos intelectuais, da cultura”.
O segundo é “o R de renascimento espiritual, de moralidade, de honestidade, de renascimento, de amor pela Venezuela”, e o terceiro “acima de tudo, o R de revolução”, salientou.
O país “precisa de mudar muita burocracia, muita corrupção, que tem infestado importantes instituições do Estado. Temos de mudar tudo o que precisa de ser mudado”, frisou o político.
“Mas a verdade é que quero ver a cabeça dos burocratas e corruptos. E peço o apoio do povo, no espírito da ‘Revolução de Abril’ para ir atrás dos burocratas, dos corruptos, dos indolentes, onde quer que estejam (…) para abrir o caminho a uma nova era de transição ao socialismo do século XXI, o nosso socialismo”, sublinhou.
Nicolás Maduro disse ainda que a milícia bolivariana é a “expressão da fusão”.
“Temos quatro milhões e meio de homens e mulheres milicianos e temos em permanente exercício, com espingarda na mão, 700.000 homens e mulheres prontos para defender o território, para defender a nossa pátria e a sua integridade. É uma coisa maravilhosa porque as milícias fazem parte das Forças Armadas e do povo”, disse.
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