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PM timorense apela a votação massiva para reforçar democracia

Lusa

O primeiro-ministro timorense Taur Matan Ruak apelou hoje à participação massiva dos eleitores timorenses nas eleições presidenciais de sábado, considerando que uma abstenção baixa reforça a democracia

O PM apela a votação massiva para reforçar a democracia. “Deixo um apelo a todos os timorenses para que aumentem a taxa de participação. Isso ajuda a refletir a avaliação do desempenho democrático do país”, afirmou Taur Matan Ruak, depois de um encontro com o Presidente da República, Francisco Guterres Lú-Olo.

“Uma participação elevada é um privilégio nacional e apelo a que a taxa de participação aumente e que todos os cidadãos façam um esforço para votar e ajudar a escolher o Presidente da República para o período 2022-2027”, afirmou.

Taur Matan Ruak falava aos jornalistas depois do encontro regular com o Presidente, durante o qual falaram sobre o decurso da campanha e sobre a alteração das medidas aplicadas no quadro da pandemia da covid-19.

“Estou muito contente. Acompanhei a partir o Ministério do Interior a campanha e, apesar de pequenos incidentes, de forma geral as coisas correram bem. Importante agora é que a população continue a cooperar, contribuindo para a estabilidade e segurança e para que as eleições decorram bem”, afirmou.

No que se refere à pandemia, Taur Matan Ruak disse que o Governo flexibilizou as medidas de entrada no país, reduzindo as exigências e procurando normalizar as fronteiras.

A decisão foi tomada em Conselho de Ministros na quarta-feira, com o Governo a determinar que “a entrada em território nacional fica sujeita apenas à apresentação de certificado de vacinação completo ou, em alternativa, à realização de quarentena”.

“Deixa de haver limitação de horário de funcionamento dos postos de fronteiras terrestres, que retornam ao seu funcionamento diário normal”, explicou o executivo em comunicado.

Taur Matan Ruak confirmou que não discutiu com Francisco Guterres Lú-Olo a remodelação no Governo que está atualmente a preparar, explicando que as mudanças tocarão em “quatro membros” do executivo.

“Para já não vou avançar detalhes. Os pormenores serão divulgados atempadamente”, disse.

Timor-Leste está atualmente no período de reflexão, usado para muitos timorenses voltarem aos municípios onde estão recenseados para votar.

Leia também: Candidatos presidenciais criticam modelo e falhas técnicas de debate

As urnas abrem às 07:00 de sábado (22:00 de sexta-feira, hora de Lisboa) e fecham às 15:00, hora local (06:00, hora de Lisboa).

Estas serão as maiores eleições de sempre, com um número recorde de candidatos (16), de eleitores (859.613) e de estações de voto no país (1.500), a que se somam centros de votação em cinco países.

O processo vai mobilizar milhares de funcionários do Estado, entre equipas do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral, da Comissão Nacional de Eleições, da Polícia Nacional de Timor-Leste e de autoridades centrais, regionais e locais.

Juntam-se ainda milhares de fiscais de cada uma das 16 candidaturas que se vão espalhar pelos centros de votação do país, e cujo trabalho será mais significativo durante o processo de voto e posterior escrutínio de resultados.

Para a votação, haverá milhares de pessoas destacadas nos 1.200 centros de votação, que globalmente têm 1.500 estações de voto, um aumento de 25% face às eleições anteriores.

Além dos centros espalhados pelos 452 sucos (divisão administrativa), 65 postos administrativos e 13 municípios, mais a Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno, haverá ainda locais de votação na Austrália (três), Coreia do Sul (um), Inglaterra (dois), Irlanda do Norte (um) e Portugal (dois).

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