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Portal de notícias independente de Hong Kong anuncia encerramento

Lusa

O portal noticioso CitizenNews, de Hong Kong, anunciou ontem que vai encerrar a atividade para “assegurar a segurança de todos”, dias depois de uma operação policial em outro ‘media’ ter resultado em várias detenções, sob a acusação de sedição

O CitizenNews, um portal de notícias apartidário e financiado pelos seus utilizadores, foi fundado em 2017 por um grupo de jornalistas experientes e era um dos veículos de notícias ‘online’ mais populares de Hong Kong, com mais de 800.000 subscritores nas redes sociais.

Durante o ano passado, o portal contratou vários jornalistas de outros meios de comunicação, à medida que as autoridades aumentavam o controlo sobre a imprensa.

A Rádio Televisão de Hong Kong ficou sob o controlo de líderes pró-governo.

O jornal Apple Daily foi encerrado em junho por ser considerado uma ameaça à segurança nacional, e o seu fundador, Jimmy Lai, foi condenado pela justiça.

Hoje, o CitizenNews anunciou “com o coração pesado” que irá encerrar a atividade na terça-feira e que o seu portal na Internet seria removido “mais tarde”.

“Infelizmente, não podemos mais esforçámo-nos para transformar as nossas crenças em realidade sem medo, devido à drástica mudança na sociedade nos últimos dois anos e à deterioração do ambiente dos meios de comunicação”, referiu o CitizenNews num comunicado.

Quatro dos cofundadores do CitizenNews são ex-presidentes da Associação de Jornalistas de Hong Kong.

Pequim reforçou o seu controlo sobre Hong Kong desde os protestos pró-democracia massivos, que marcaram esta região administrativa especial da China (desde 1997) em 2019, incluindo uma estratégia de repressão da imprensa local.

No dia 29 de dezembro, o meio de comunicação ‘online’ de Hong Kong Stand News anunciou a cessação imediata de todas as operações, após a polícia ter detido vários funcionários e ex-funcionários da publicação, sob a acusação de “publicação sediciosa”.

Tal como acontece com Macau desde 1999, para Hong Kong foi acordado a partir de 1997 um período de 50 anos com elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judicial, com o Governo central chinês a ser responsável pelas relações externas e defesa, ao abrigo do princípio “um país, dois sistemas”.

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