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Motores aceleram a recuperação económica e integração regional

A realização do Grande Prémio tem impacto económico assegurado, garante ao PLATAFORMA o presidente do Instituto do Desporto, Pun Weng Kun. Por outro lado, pretende-se que o evento se torne um “ponto focal de um sentimento de orgulho partilhado” entre os apoiantes locais e os da Área da Grande Baía. 

O facto de o Grande Prémio poder ser realizado como previsto transmite uma mensagem clara de que Macau “é uma cidade vibrante e segura, capaz de acolher um grande evento automobilístico que, por sua vez, ajudará as indústrias do turismo, hotelaria e restauração”, avalia Pun Weng Kun, que também coordena a Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau (COGPM). Os objetivos definidos são a pensar no presente e no futuro. A curto e médio prazo, “os efeitos positivos associados ao Grande Prémio irão promover o desenvolvimento de múltiplas indústrias e acelerar o ritmo da recuperação económica”; a longo prazo, a continuidade de uma tradição com quase sete décadas visa “assegurar que Macau continua a ser um destino predileto quando as viagens globais forem retomadas.”  

Os benefícios não são só económicos, mas também sociais, com “uma série de eventos auxiliares adaptados tanto a residentes como a visitantes de todos os grupos demográficos”, em combinação com três dias de competições emocionantes de automobilismo. “Esperamos incutir um sentimento de entusiasmo, otimismo e orgulho em toda a cidade”, aponta o presidente do Instituto do Desporto.  

Contudo, Pun Weng Kun não deixa de lamentar o impacto da pandemia no evento; ou melhor, “em quase todos os grandes eventos desportivos mundiais”. “Apesar dos desafios”, o coordenador evidencia o programa de seis corridas “com uma variedade de disciplinas do desporto motorizado” e com carros de corrida provenientes dos principais fabricantes mundiais. Com a mescla de jovens em início de carreira e algumas das estrelas mais bem-sucedidas do desporto na China, acredita estar a apresentar “a própria essência do que criou a reputação icónica do Grande Prémio de Macau.” 

E quem diz Macau, diz Grande Baía, uma paisagem à qual a Comissão Organizadora está atenta e pretende explorar “todas as oportunidades”, desde colaborações com peritos a programas de cooperação comercial, e a nova Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin poderá ser o ponto de partida.    

“O próprio Grande Prémio de Macau apresenta agora muitas equipas e concorrentes de toda a Área da Grande Baía e, durante alguns anos, o programa incluiu uma corrida formada especificamente para forjar uma maior integração desportiva entre as cidades”, explica Pun Weng Kun ao PLATAFORMA. A Comissão Organizadora espera atrair mais adeptos da Grande Baía para que o Grande Prémio possa tornar-se “um ponto focal de um sentimento de orgulho partilhado, expandindo a sua base de apoiantes em toda a região”, conclui.  

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