Défice na cibersegurança - Plataforma Media

Défice na cibersegurança

As organizações de sociedade civil em Macau têm recursos limitados e pouca capacidade para garantir a sua cibersegurança, revelou um estudo do Instituto de Macau da Universidade das Nações Unidas (UNU Macau), que aponta para o défice destas organizações, que terá consequências a longo prazo.  

Mamello Thinyane, principal investigador da UNU Macau explica que registaram uma “grande disparidade entre os riscos cibernéticos e a capacidade destas organizações de combater os mesmos”. Em comparação, as instituições do setor público e privado usufruem de maior proteção, conhecimento legal e assistência técnica. Embora as instituições inquiridas estejam conscientes da importância da segurança online, poucas possuem políticas ou mecanismos de segurança.  

Christy Un, investigadora convidada do Instituto, salienta que Macau é uma “comunidade social”, onde quase 70 por cento das organizações dependem da tecnologia digital para oferecer serviços a vários grupos sociais. Porém, menos de 10 por cento adota medidas de cibersegurança, e cerca de metade não conhece a “Lei da Proteção de Dados Pessoais” e da “Lei da Cibersegurança”. 

O relatório ainda incentiva o Governo da Região Administrativa Especial de Macau a reforçar o papel do Centro de Alerta e Resposta a Incidentes de Cibersegurança, para que este possa oferecer soluções às organizações não governamentais e estabelecer programas e fundos específicos de apoio e desenvolvimento da cibersegurança.  

Às organizações também é recomendado que desenvolvam a sua capacidade de segurança online, procurando parcerias e assistência externa. Os prestadores de serviços de comunicação e cibersegurança devem criar acordos com estas instituições para colmatar as suas falhas.  

O estudo foi conduzido entre janeiro do ano passado e março deste ano. A equipa de investigação realizou vários inquéritos e entrevistas a instituições sociais locais e membros da comunidade para averiguar a situação de cibersegurança em Macau. O estudo foi financiado pelo Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia de Macau.  

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