Início » Governo quer proibir por um ano o recurso a outsourcing após despedimentos

Governo quer proibir por um ano o recurso a outsourcing após despedimentos

Medida foi apresentada hoje aos parceiros sociais.

O governo apresentou esta sexta-feira aos parceiros sociais uma proposta para a proibição do recurso ao outsourcing pelo período de um ano em entidades que recorram ao despedimento coletivo ou despeçam por extinção do posto de trabalho.

A informação consta agora do documento de ponto de situação quanto às alterações às leis laborais que o governo apresentou na Comissão Permanente de Concertação Social no pacote da Agenda do Trabalho Digno, subsequente à preparação do Livro Verde sobre o Futuro do Trabalho.

No documento distribuído pela imprensa, é referido que a medida surgiu no quadro das discussões bilaterais com os parceiros ao longo da última semana, sendo importante “tanto numa óptica de combate à precariedade como de correção de desequilíbrios entre as figuras do trabalho temporário e outsourcing”.

A nova proposta entra para o pacote de 64 medidas que o governo apresentou no final de julho na Concertação Social, e onde se destacam medidas para controlar a utilização abusiva de trabalho temporário, o reforço dos poderes da Autoridade para as Condições do Trabalho, e a intenção de definir as condições para que trabalhadores de plataformas digitais como Glovo ou Uber Eats possam ser reconhecidos como trabalhadores dependentes – as pretensões excluem as plataformas de transporte, com o governo a remeter para uma revisão do regime de TVDE, que deverá ocorrer neste ano.

Sobre esta matéria, o ponto de situação do governo descreve agora o conjunto de indícios que poderá suportar as decisões da ACT, estando entre estes a fixação de tarifas (incluindo limites mínimos e máximos), a geolocalização de estafetas ou o controlo da prestação de serviços através de algoritmos. Pretende-se que sejam indícios para presumir laboralidade o facto de o pagamento não ser processado pelo prestador de serviço, este não atuar em nome próprio ou gerir a comunicação com os utilizadores ou a existência de avaliações/ratings do mesmo pelos utilizadores das plataformas.

Nas novidades que o governo põe agora em cima da mesa está também a proposta de criminalização do “trabalho totalmente não declarado”, uma medida que será consensual entre os parceiros, e a simplificação de “contratos de trabalho com os trabalhadores-estudantes e dispensar (até determinado limite) os rendimentos de trabalho dos trabalhadores-estudantes para efeitos de acesso a prestações sociais”.

Leia mais em Dinheiro Vivo

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website