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A solução é a vacina

O pânico instalado com os quatro casos de Covid-19, detetados no início da semana, revela bem o erro que Macau está a cometer ao viver da ilusão de que o vírus está do lado de lá da fronteira e de que é possível manter uma bolha virtual, que isole o território do problema, com todos os custos económicos, sociais, relacionais e psicológicos que essa estratégia arrasta. A única atitude possível é a da prevenção, antes de mais através da vacinação em massa; depois, por força de comportamentos sociais cuidadosos. 

A população de Macau já provou a sua disciplina e a capacidade de adotar comportamentos sociais preventivos. O que está nitidamente a falhar é a consciência individual e coletiva da necessidade da vacinação. Explicam os cientistas que só é possível atingir a imunidade de grupo com mais de 70% da população vacinada. E estamos tão longe disso quanto estamos longe de aprender a viver com a realidade pandémica.

Só é possível atingir a imunidade de grupo com mais de 70% da população vacinada  

A consequência dessa inconsciência é uma certa infantilização da população perante a pandemia. Por um lado, o vício de uma economia superavitária arrasta a ilusão de que é possível esperar eternamente que o problema acabe. Ele não vai acabar tão cedo; nem em Macau, nem na China, nem no resto do mundo. Se é que a seguir a esta não surge outra… 

O mundo em geral avança para o desconfinamento – porque não tem opção – à medida em que os efeitos positivos da vacinação se fazem sentir. O que não quer dizer que não haja casos. Nos Estados Unidos – só para citar um exemplo – ao ritmo de 50.000 infetados por dia. Imaginem o que pensam quando o pânico é instalado com quatro casos… 

Todos os cuidados são poucos. Mas a vida tem de continuar. Não faz sentido achar que o vírus só chega de avião. Como é óbvio, também chega por terra. Logo, a testagem é fundamental, mas é preciso começar a abrir, para a China e para o mundo, desde que quem entre esteja vacinado e/ou testado – venha de onde vier. Mais importante ainda é convencer a população de Macau a vacinar-se. Só isso controla os riscos e garante a saúde física, a sanidade mental e a retoma económica. 

Diretor-Geral do PLATAFORMA 

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