Sissoko Embaló em visita de cariz político a Cabo Verde

Sissoko Embaló em visita de cariz político a Cabo Verde

O Presidente guineense, Umaro Sissoko Embaló, inicia hoje uma visita oficial de quatro dias a Cabo Verde, com atividades nas ilhas de Santiago e São Vicente, e com um cariz essencialmente político, anunciou hoje o homólogo cabo-verdiano

Numa publicação na sua página oficial no Facebook na noite de quarta-feira, Jorge Carlos Fonseca avançou que Umaro Sissoko Embaló inicia na quinta-feira uma visita oficial a Cabo Verde, que termina no domingo.

O chefe de Estado cabo-verdiano avançou ainda que o seu homólogo guineense estará nas ilhas de Santiago e São Vicente, terão um encontro a sós logo depois da chegada, seguindo-se reunião entre duas delegações ministeriais.

Umaro Sissoko Embalo vai visitar ainda a Assembleia Nacional e receberá o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, além de deslocações a instituições públicas e privadas, como o NOSI, instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), Inpharma, Escola de Hotelaria e Turismo, CERMI, Escola do Mar, Moave ou Floating Music, estes três últimos em São Vicente.

Ainda na ilha de Santiago, o chefe de Estado vai visitar a Cidade Velha, deporá uma coroa de flores no Memorial Amílcar Cabral e na cidade da Praia encontrar-se-á com a comunidade guineense residente na ilha de Santiago.

Jorge Carlos Fonseca informou ainda que Sissoko Embaló chega a Cabo Verde acompanhado por uma importante delegação, que, entre outras individualidades, integrará três membros do governo (áreas do turismo, ensino superior, comunidades), deputados à Assembleia Nacional Popular, o Procurador-Geral da República e dirigentes da Polícia Judiciária.

“A visita será, porém, de cariz essencialmente político, pretendendo constituir um momento alto de um processo recente de reaproximação entre os dois países e os dois povos”, salientou o Presidente cabo-verdiano.

“Nos diferentes momentos em que estaremos em diálogo, seguramente serão objeto da nossa atenção a situação política, económica e sanitária nos dois países, a cooperação entre os dois Estados (política, diplomática, económica, empresarial, cultural), a CPLP, a CEDEAO, a próxima cimeira de Luanda, as comunidades guineenses em Cabo Verde e cabo-verdiana na Guiné-Bissau”, concluiu a publicação.

Em entrevista à agência Lusa na segunda-feira, a propósito da visita que o homólogo guineense, Jorge Carlos Fonseca afirmou que Cabo Verde e Guiné-Bissau estão em “reaproximação”, numa fase “muito boa” e de “muita cumplicidade” nas relações bilaterais.

E acrescentou que a visita representa a importância do momento atual das relações entre os dois países e vem na sequência da visita de Estado que efetuou à Guiné-Bissau em janeiro, a primeira de um chefe de Estado cabo-verdiano.

E acontece num momento de forte reforço das relações entre os dois países, e antes da cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), em 16 e 17 de julho, em Luanda.

A visita antecede também a realização de eleições presidenciais em Cabo Verde em 17 de outubro, às quais já não concorre o atual Presidente, que cumpre o segundo e último mandato.

A Embaixada da Guiné-Bissau em Cabo Verde estimou este ano que perto de 10.000 guineenses vivem e trabalham em Cabo Verde, mais de metade em situação irregular ou sem documentos, apesar das tentativas para legalização, em 2011 (só para guineenses) e 2015 (geral).

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