Brasil promete prosseguir com esforços para "modernização" do Mercosul - Plataforma Media

Brasil promete prosseguir com esforços para “modernização” do Mercosul

O Brasil, que assumirá esta semana a presidência rotativa ‘pro tempore’ do Mercosul, prometeu na segunda-feira “prosseguir os esforços para levar adiante a agenda de modernização” do bloco económico sul-americano, visando melhorar a competitividade regional.

“Na sua presidência de turno, o Brasil prosseguirá os esforços para levar adiante a agenda de modernização do Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai), com vistas a transformar o bloco em instrumento efetivo de competitividade e de melhor inserção regional e global”, indicou o Ministério das Relações Exteriores brasileiro em comunicado.

Ainda de acordo com o Ministério, na “ampla e variada” agenda do bloco será dada prioridade “à geração de resultados concretos, que tenham impacto direto na vida dos cidadãos”.

Na próxima quinta-feira, irá realizar-se, virtualmente, a 58ª edição da cimeira de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, precedida, no dia anterior, de reunião ordinária do Conselho do Mercado Comum, órgão decisório de nível ministerial.

Os dois encontros marcam o encerramento da presidência rotativa do Mercosul por parte da Argentina e o início da presidência do Brasil, que decorrerá até ao final do ano.

“Será oportunidade para examinar, no marco da celebração dos 30 anos do Mercosul, a situação e as perspetivas do processo de integração regional, além das atividades de relacionamento externo do bloco”, acrescentou o executivo brasileiro, presidido por Jair Bolsonaro, em comunicado.

No balanço do primeiro semestre, o Ministério recordou que receberam atenção prioritária dos membros do Mercosul os trabalhos em torno de temas como Tarifa Externa Comum (TEC), flexibilidades negociadoras, regime de origem, setores açucareiro e automóvel, regulamentos técnicos, comércio de serviços e reforma institucional.

Foi lançado, no contexto da comemoração dos 30 anos do Tratado de Assunção, o Estatuto da Cidadania do Mercosul, que compila os direitos e benefícios garantidos aos cidadãos dos Estados-membros.

“Na frente do relacionamento externo, foi possível avançar na revisão formal e jurídica dos acordos com a União Europeia e a Associação Europeia de Livre Comércio. Deu-se continuidade às negociações com Canadá, Coreia do Sul, Líbano e Singapura e ao diálogo exploratório com a Indonésia”, detalha o comunicado.

A nível regional, foram “assentadas as bases para o início de diálogos exploratórios com a República Dominicana e El Salvador”, acrescenta o texto divulgado pelo Governo de Bolsonaro.

Segundo dados oficiais, em 2020, o Brasil exportou cerca de 12,4 mil milhões de dólares (10,45 mil milhões de euros) para os países do Mercosul e importou 11,9 mil milhões de dólares (10,03 mil milhões de euros), com superávite de cerca de 420 milhões de dólares (354 milhões de euros).

No início do mês, o ministro da Economia brasileiro, Paulo Guedes, considerou que a economia fechada do Mercosul foi uma “armadilha” para o país, ao defender novamente a modernização das regulamentações do bloco comercial.

“Queremos ter mais flexibilidade e modernização no Mercosul, porque permanecer fechado foi muito prejudicial para o Brasil nos últimos 30 anos. O país tem menor volume de comércio com os nossos parceiros do Mercosul hoje do que tinha há 20 anos”, afirmou o ministro, numa videoconferência organizada pelo banco Bradesco BBI.

“Então, foi uma armadilha. Impediu que o Brasil fizesse uma integração industrial produtiva, mais eficiente, em cadeias globais”, acrescentou o governante sobre o Mercosul.

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