Série 'Colônia' mostra como gays, negros e pobres foram internados em manicômio - Plataforma Media

Série ‘Colônia’ mostra como gays, negros e pobres foram internados em manicômio

Ficção dirigida por André Ristum traz história de hospital psiquiátrico em Barbacena onde 60 mil podem ter morrido.

Distante cerca de 150 quilômetros de Belo Horizonte, a cidade mineira de Barbacena foi palco de momentos importantes da história brasileira. Foi lá, por exemplo, que nasceram alguns dos inconfidentes que se rebelaram ao lado de Tiradentes. Ela também teve papel no Dia do Fico, quando dom Pedro 1º se recusou a voltar a Portugal, pavimentando o caminho para a independência. Mas um capítulo mais recente mostra que o lugar não inspirou só atos de nobreza.

Na verdade, a Barbacena pertence uma das partes mais macabras da nossa história. Conhecida no século passado como Cidade dos Loucos, ela abrigou um conjunto de instituições psiquiátricas que promoveram o que se condicionou chamar de holocausto, graças a um livro sobre o assunto escrito pela jornalista Daniela Arbex.

Foi nele, aliás, que o cineasta André Ristum encontrou parte da inspiração para a série que lança agora no Canal Brasil, “Colônia”. Nela, o público vai entender um pouco sobre como funcionavam as engrenagens da instituição, que aprisionou, torturou e exterminou milhares de pacientes psiquiátricos e também pessoas saudáveis, mas indesejadas pela sociedade, durante décadas.

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