“Ainda não houve nenhuma morte associada à vacina” - Plataforma Media

“Ainda não houve nenhuma morte associada à vacina”

A representante da OMS em Angola, Djamila Cabral, faz uma avaliação positiva da luta contra a pandemia em Angola. No espaço Grande Entrevista, da TPA, disse que a Comissão Multissectorial tem cumprido com o seu papel e que a campanha de vacinação revela que o Ministério da Saúde e outras autoridades estão comprometidos com a causa. Garantiu que as vacinas foram testadas e passaram em todas as fases dos ensaios clínicos. Assegurou que “felizmente ainda não houve nenhuma morte associada à vacina, o que representa uma grande vitória”

Que caracterização faz, um ano depois, desde que o mundo enfrenta a Covid-19?  
A pandemia já fez cerca de 23 milhões de casos, dos quais quase três milhões perderam a vida. Em África há cerca de três milhões de infecções, com pouco mais de 75 mil mortes. A boa nova é que a maioria das pessoas afectadas sobreviveu e recuperou. Em África cerca de 85 por cento das pessoas que testou positivo recuperou. A Covid-19 veio perturbar todos os aspectos da vida das pessoas e provocou uma pressão sanitária em todo o mundo. Houve consequências socio-económicas e até escolas fechadas. Temos uma geração de crianças que passou praticamente um ano sem ir à escola. Alguns tentaram estudar à distância, mas para muitos é um ano lectivo que está perdido. Essa realidade trará, para muitos,  consequências. A pandemia afectou negativamente países africanos, onde a grande maioria da população trabalha no sector informal, cujo ganha pão é no dia-a-dia. O facto dessas pessoas não trabalharem num dia, é um problema, imagina não poderem trabalhar um ano. É uma pandemia que veio mostrar o quão frágeis somos, em termos de saúde e da capacidade de responder a uma situação como esta, proteger o mundo para que possamos voltar à vida normal, que nunca mais será a mesma.  
Por outro lado, temos uma grande expectativa em termos de vacinas, em que se assistiu a uma grande mobilização da indústria farmacêutica e dos centros de investigação para a sua produção. Houve um número grande de estudos e ensaios que foram realizados para a descoberta do tratamento da doença. Com isso, em quase todo o mundo, em particular em África, houve uma melhoria no sistema de saúde, com destaque para a construção de laboratórios. Hoje, os 55 países do continente africano viram reforçar o seu sistema de saúde. O mundo está diferente, aprendemos muito e temos de continuar porque ainda não vencemos.

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