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Covid-19: PR timorense pede menos politização e a união de todos na luta contra a pandemia

O Presidente timorense pediu hoje a união de todos no combate à pandemia da covid-19, quando o país vive o seu pior momento da doença, afirmando que o tempo da campanha política será só mais tarde.

“A covid-19 não comporta qualquer vantagem política, nem para os partidos, nem para o Governo e nem para os cidadãos em geral. Comporta, sim, o sofrimento e a morte, não só para nós, mas para toda a humanidade”, disse hoje Francisco Guterres Lú-Olo numa mensagem ao país.

“Por isso, não vale a pena usar a covid-19 para fazer campanha. A próxima campanha eleitoral só vai arrancar em 2022 para as presidenciais e a seguinte apenas em 2023 para as eleições legislativas. Não é agora! Vamos, por isso, dar as mãos e manter-nos unidos na luta contra o coronavírus, o nosso inimigo comum”, considerou.

Na mensagem, que leu no Palácio Presidencial, o chefe de Estado disse que a “união e a luta conjunta” serão “um contributo para a dignificação” do país e “um motivo de orgulho para os timorenses perante a comunidade internacional”.

“Ninguém ficará a perder se venceremos a covid-19. Se todos contribuírem, a vitória será de todos”, disse.

Praticamente um ano depois do primeiro caso da covid-19 em Timor-Leste, Lú-Olo manifestou “esperança” apesar do momento difícil que o país está a atravessar, com novos máximos de casos ativos a serem atingidos todos os dias na última semana.

Timor-Leste está a viver o seu pior momento da pandemia desde o inicio, com o maior número de casos ativos de sempre, quatro cercas sanitárias e três municípios em confinamento obrigatório.

Lú-Olo destacou a forma como o Estado tem estado a responder à pandemia, exigindo agora medidas mais apertadas e uma maior cooperação do que nunca entre cidadãos e Governo, sublinha que o executivo está a desenhar medidas adicionais para apoiar a população.

“As medidas impostas pelo governo mudaram a nossa vida, tal como a conhecemos. O Presidente da República está consciente de que isto é um fardo para a nossa população. Mas o governo não esqueceu o seu povo”, frisou.

“Entre morrer de COVID-19 e morrer de fome, o governo procura agora meios de flexibilizar as suas medidas e tomar outras medidas para apoiar os nossos cidadãos. O Governo está presente e assume a responsabilidade pelo seu povo e pelo país”, disse.

Recorde-se que o Governo timorense está agora a desenhar um conjunto de medidas de emergência, que deverão ser aprovadas na próxima semana, para uma resposta em termos económicos, sociais e humanitários, além do reforço do combate na linha da frente e para acelerar o processo de vacinação, que ainda não começou.

“Estamos em confinamento obrigatório para que os profissionais de saúde possam realizar ações de rastreio e de contactos com casos positivos de modo a prevenir e mitigar a propagação da covid-19”, afirmou.

Francisco Guterres Lú-Olo apelou ao Governo para que o programa de vacinação seja implementado “com a maior brevidade possível” e saudou o apoio da comunidade internacional a esse processo.

“Para dar uma resposta rápida às necessidades do Povo, peço ao Governo que crie de forma célere um mecanismo para que os cidadãos, especialmente aqueles que perderam o rendimento, tenham diariamente comida na mesa, salvaguardando simultaneamente o respeito pelas medidas de prevenção e controlo da covid-19”, apelou.

Na mensagem, o Presidente deixou apelos aos cidadãos, especialmente líderes políticos, religiosos, professores e líderes comunitários, para que sejam um exemplo a seguir nas medidas sanitárias preventivas.

Pediu ainda às autoridades públicas que “apliquem o princípio da igualdade de tratamento”, recordando que as regras se aplicam a todos “independentemente do estatuto político, social ou económico” e pediu aos comerciantes para não se aproveitarem do momento atual para aumentar os preços dos bens essenciais.

Aplaudindo todas as equipas envolvidas no combate à doença, Francisco Guterres Lú-Olo disse que é essencial “estabelecer um plano nacional e um mecanismo de coordenação nacional mais eficiente entre as linhas ministeriais e outras entidades do Estado”.

“É de elementar justiça que se registe aqui o meu particular apreço pelo pessoal da área da saúde e demais profissionais na linha da frente, pelo trabalho incansável que têm vindo a realizar. Louvo todos aqueles que trabalham ininterruptamente para garantir a nossa segurança, especialmente nas fronteiras”, afirmou.

“Curvo-me também perante os trabalhadores do setor público que continuam a prestar serviços essenciais ao nosso povo. Estou ainda profundamente grato pelo contributo das organizações da sociedade civil em todo o processo da luta contra a covid-19, bem como dos nossos parceiros internacionais”, considerou.

Aos líderes políticos, intelectuais, académicos, estudantes, religiosos e juristas, pediu que contribuam para “a elucidação do povo quanto ao coronavírus”, especialmente porque, disse, há ainda muitos que desconhecem as potenciais consequências da doença.

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