Angola olha para a China e Rússia em busca de vacinas

Angola olha para a China e Rússia em busca de vacinas

As autoridades angolanas estão a olhar para a China, a Rússia e outros países para assegurar o fornecimento de vacinas contra a Covid-19, depois de ter recebido já um primeiro lote através da Iniciativa Covax

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, disse que o país está a recorrer a todas as vacinas seguras e certificadas, incluindo a China, a vacina Sputnik V (Rússia) e as iniciativas da União Africana com a Pfizer, AstraZeneca e Johnson & Johnson.

“Estamos a trabalhar entre governos e quando trabalhamos entre governos o preço é mais baixo. Mas cada dose tem o preço unitário de 9,9 dólares”, disse a governante na apresentação do Plano Nacional de Vacinação de Angola.

“Noutros mercados são o dobro, mas vamos diretamente à fonte, poupando recursos, assegurando a qualidade”, assinalou Lutucuta.

O primeiro lote de vacinas chegou a Angola na semana passada, num total de 624 mil doses da vacina AstraZeneca, fabricada na Índia, no âmbito da Iniciativa Covax.

Até ao final de julho deverão ser fornecidas mais 12,8 milhões de doses, disse.

Entretanto no âmbito do combate à pandemia, o Brasil anunciou que vai produzir mais 12,2 milhões de vacinas contra a covid-19 com ingredientes farmacêuticos ativos (IFA) enviados pela China.

A nova remessa de IFA chegou já ao país, enviada de Xangai, China, de acordo com a imprensa brasileira.

Os produtos farmacêuticos foram enviados para a fábrica de vacinas da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) em Manguinhos, Rio de Janeiro.

Segundo a Fiocruz, a nova remessa da IFA será utilizada para a produção da vacina Oxford-AstraZeneca, aumentando a quantidade de insumos necessários para a produção das 15 milhões de doses da vacina programadas para este mês.

O primeiro lote de IFA chegou à Fiocruz no início de fevereiro, e é suficiente para processar 2,8 milhões de doses.

“As vacinas serão entregues ao Programa Nacional de Imunização (PNI) após a aprovação do registo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cuja análise tem seguido em paralelo com a produção. Até junho, a fundação receberá lotes de IFA para totalizar a produção de 100,4 milhões de doses da vacina”, informou a Fiocruz.

Além disso, o Ministério da Saúde do Brasil disse que pretende comprar mais 30 milhões de doses da vacina chinesa da Sinovac contra a covid-19, a CoronaVac, a ser produzida localmente pelo instituto de saúde pública Butantan.

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