Início » Vacinação deve basear-se “no risco e não na nacionalidade”

Vacinação deve basear-se “no risco e não na nacionalidade”

Lusa

O chefe da Missão da Organização Internacional para as Migrações em Portugal admite que há países da UE que estão a adotar planos de vacinação discriminatórios de pessoas migrantes

Os programas de vacinação dos países da União Europeia devem basear-se “no risco e não na nacionalidade”, tema que “deve ser debatido” entre líderes europeus, advoga o chefe da Missão da Organização Internacional para as Migrações em Portugal.

A propósito da videoconferência informal dos ministros da Justiça e Assuntos Internos, integrada na presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (UE) e agendada para as próximas quinta-feira e sexta-feira, Vasco Malta frisou que “a OIM não advoga prioridades especiais para pessoas migrantes”, mas defende que os migrantes que são profissionais de saúde e trabalhadores e utentes de lares – critérios de prioridade de vacinação contra a Covid-19 em Portugal – sejam vacinados em igualdade.

“A Covid-19 não discrimina ninguém e, portanto, o plano de vacinação também não deverá discriminar ninguém, especialmente com base na nacionalidade”, repete.

Questionado sobre se há países da UE que estão a adotar planos de vacinação discriminatórios de pessoas migrantes, Vasco Malta respondeu: “Sabemos que sim.”

Sem concretizar, acrescentou apenas que, por isso, este “é um assunto que deve ser debatido” entre os líderes europeus, salientando que isso “não está a acontecer” em Portugal.

Vasco Malta considerou ainda que é preciso “fazer justiça” aos migrantes e reconhecer que, na UE, “foram muitas vezes os migrantes, e em Portugal também, que estiveram na linha da frente do combate à pandemia”, como médicos, assistentes operacionais e enfermeiros, como trabalhadores em lares, como agentes de produção e fornecimento de alimentos, não interrompidos durante os confinamentos.

Já no passado dia 15, quando dirigiu as recomendações à presidência portuguesa da UE, a OIM tinha sublinhando que os migrantes têm de ser incluídos nas estratégias de recuperação da crise pandémica.

“Isto significa, por exemplo, incluir os migrantes nas campanhas de vacinação europeias e nacionais contra a Covid-19, para assegurar a saúde e a segurança de todos”, declarou o diretor-geral da OIM, o português António Vitorino.

Portugal assumiu a presidência rotativa do Conselho da UE a 1 de janeiro, que se prolonga pelo primeiro semestre de 2021.

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website