Menos de uma semana depois de o plano de reestruturação ter sido enviado a Bruxelas, Pedro Nuno Santos explica que o documento não foi enviado ao parlamento porque tem informação sensível.
Ogoverno está disponível para falar com os sindicatos que representam os trabalhadores da TAP sobre os cortes ao nível de pessoal e salários. Mas Pedro Nuno Santos deixa claro que é preciso cortes nas rubricas de despesa com pessoal. O ministro das Infraestruturas, que esteve no parlamento nesta terça-feira, reiterou que o plano de reestruturação foi construído em pressupostos um pouco mais conservadores do que o cenário base da IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo) – que tem sido usado por outras companhias aéreas – para que, mesmo que haja turbulência, a viabilidade da TAP não fique em causa. O ministro socialista defendeu ainda que a “TAP cresceu demasiado depressa”.
Menos de uma semana depois de Lisboa ter enviado para Bruxelas o plano de reestruturação da TAP, que agora será negociado entre o governo e a Comissão Europeia e cuja versão final só será conhecida após a conclusão da negociação, o ministro das Infraestruturas admitiu no parlamento que tem disponibilidade “para continuar a trabalhar com os trabalhadores” e com os seus representantes na busca por soluções menos agressivas. No entanto, não deixou de notar que essas soluções que possam ser encontradas têm de “permitir ter a poupança suficiente para a empresa sobreviver”.
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