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Ministro das Infraestruturas diz que a TAP “cresceu demasiado depressa”

Ana Laranjeiro

Pedro Nuno Santos considera que houve problemas na TAP que são anteriores à gestão privada, mas que não foram resolvidos pela gestão privada.

Pedro Nuno Santos defende que a TAP cresceu muito rápido. “Há erros na TAP que são anteriores à gestão privada; que não foram resolvidos com a gestão privada. Em alguns casos foram até agravados pela gestão privada”, começou por dizer o ministro das Infraestruturas, presente esta terça-feira, 15 de dezembro, no Parlamento, por requerimento do Bloco de Esquerda.

“Na minha opinião, a empresa cresceu demasiado depressa. E em número de contratações e aviões, acima do que estava no plano estratégico que foi acordado com o Estado. A empresa cresceu demasiado depressa e isso o que provocou foi uma travagem muito mais brusca que aquela que seria necessária caso não tivéssemos tido nos últimos anos um crescimento tão acelerado quanto foi. Isso na minha opinião foi um erro tremendo e grave, provocado pela gestão privada”, acrescentou Pedro Nuno Santos.

O governante indicou ainda que está previsto para o próximo ano negociações com credores e lessors de aviões. “Há um trabalho a fazer com eles, para ver se conseguimos poupanças. É um trabalho que também deve ser feito em acompanhamento com a Comissão Europeia”, disse.

“Em relação ao futuro, temos com preocupação permanente mitigar os impactos que um plano de reestruturação tão agressivo como este tem nos trabalhadores”, acrescentou o ministro das Infraestruturas durante a sua intervenção.

O plano de reestruturação da TAP foi enviado a Bruxelas na última quinta-feira e apresentado ao País na sexta-feira, 11 de dezembro. Começa agora o processo de negociações entre Lisboa e a Comissão Europeia, que poderá ditar mudanças ao documento. Ainda assim, o que consta do plano, em linhas gerais, é uma redução de frota, corte no número de funcionários efetivos e reduções salariais.

Nesta terça-feira, no parlamento, Pedro Nuno Santos salientou que o plano para a TAP foi feito num “quadro de grande incerteza” mas, ainda assim, “conseguimos chegar a esse plano de reestruturação que dá garantias dessa viabilidade. Há pouco, quando falámos sobre trabalhar com uma projeção mais conservadora da procura que o cenário base da IATA, é também para isso; contarmos com as surpresas negativas que podem acontecer e estamos acautelados face a elas”.

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