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Conselho de Telecomunicações e Negócios contra a exclusão da Huawei

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A principal associação empresarial de telecomunicações do Brasil e o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) têm apoiado a participação da Huawei e de outras empresas chinesas nos projetos 5G do país, contrariando a oposição dos Estados Unidos.

Depois de o Governo do presidente Jair Bolsonaro anunciar a adesão à iniciativa ‘Clean Networks’, promovida pelo Governo dos Estados Unidos contra a participação de empresas chinesas como a Huawei nas infraestruturas 5G de outros países, a Conexis, que representa as principais empresas de telecomunicações brasileiras, manifestou-se contra esta iniciativa.

As empresas de telecomunicações, lê-se numa nota à imprensa, estão “preocupadas com as incertezas geradas por essas discussões” de restrição de fornecedores e “ressaltam a necessidade de transparência em todo o processo, respeitando assim o princípio fundamental da livre iniciativa presente em Constituição Federal ”.

“Qualquer restrição (de participação de fornecedores de tecnologia 5G) implicará potenciais desequilíbrios de custos e atrasos, afetando diretamente a população”, diz a Conexis. “A grande maioria das operadoras são empresas de capital aberto e a transparência nas discussões é fundamental para gerar segurança aos investidores e continuar a atrair novos investimentos para o país”, acrescenta.

Na semana passada, o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro e presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, causou um incidente diplomático com a China depois de afirmar, por meio das redes sociais, que a iniciativa ‘Redes Limpas’ evita a espionagem da China.

A embaixada chinesa em Brasília reagiu e pediu que a retórica americana seja abandonada para evitar “consequências negativas”.

“Tais afirmações infundadas não são dignas do cargo de presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. (…) Isso é totalmente inaceitável para o lado chinês e expressamos forte insatisfação e repúdio veemente a esse comportamento ”, disse a representação diplomática.

O evento CEBC, que junta empresas brasileiras e chinesas, serviu para lançar um estudo sobre as relações Brasil-China, que aponta para o “aumento das incertezas quanto ao futuro”, devido às tensões entre Pequim e Washington, inclusive em relação ao leilão 5G, programado para o primeiro semestre de 2021, “que será um marco importante para a posição brasileira em relação ao binómio economia-segurança e à rivalidade estratégica China-EUA”.

Segundo o CEBC, mesmo as relações comerciais com outras empresas chinesas, como a Alibaba, a Tencent, a Didi e a DJI podem ser “dificultadas se forem estabelecidas restrições à participação chinesa na área de infraestruturas de telecomunicações”. 

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