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Moçambique: Rebeldes disparam a matar em Mute, próximo do megaprojeto de gás

Rebeldes armados invadiram na segunda-feira a aldeia de Mute, próxima do megaprojeto de gás natural de Cabo Delgado, norte de Moçambique, e atiraram a matar sobre a população, disseram hoje fontes locais à Lusa.

A aldeia é atravessada pela única estrada asfaltada da zona, fica situada 25 quilómetros a sul de Palma, vila costeira sede de distrito, e a uma distância pouco menor das obras que decorrem na península de Afungi.

Trata-se da estrada que liga Palma a Mocímboa da Praia, vila costeira situada 70 quilómetros a sul e que é controlada desde agosto por grupos rebeldes.

Segundo residentes ouvidos pela Lusa, a invasão de Mute ocorreu na segunda-feira pelas 16:00 quando rebeldes se misturaram com a população na zona do mercado, sem disparar. 

Pouco depois, outros insurgentes começaram a atacar as posições das Forças de Defesa e Segurança (FDS) moçambicanas e, ao mesmo tempo, os que se encontravam no mercado dispararam sobre a população.

Não há relatos fidedignos sobre o número de vítimas, dado que toda a população se refugiou no mato, onde pernoitou, segundo relataram à Lusa.

O mesmo se passou nas povoações em redor, devido ao medo de novos ataques, disse outra fonte que se encontrava na aldeia vizinha de Macala até à manhã de hoje.

Viaturas com elementos das FDS saíram de Palma para enfrentar os rebeldes com o auxílio de helicópteros, disse outra fonte na sede de distrito, segundo a qual Mute está sob controlo das forças moçambicanas, de acordo com fontes no local, na manhã de hoje.

A violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, está a provocar uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e 500 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

A província onde avança o maior investimento privado de África, liderado pela petrolífera francesa Total para exploração de gás natural, está desde há três anos sob ataque de insurgentes e algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico desde 2019.

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