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‘Estrada dos ossos’ na Rússia esconde relíquias de sofrimento e desespero do gulag de Stálin

Andrew Higgins

Ruínas ainda são visíveis onde dezenas de milhares morreram em campos soviéticos de trabalho forçado

Os prisioneiros, abrindo caminho por pântanos infestados de insetos no verão e campos gelados no inverno, trouxeram a estrada, e depois a estrada trouxe ainda mais prisioneiros, levando uma torrente de trabalho escravo às minas de ouro e campos de prisioneiros de Kolimá, o posto avançado mais gélido e mortal do [sistema de campos de concentração] gulag de Josef Stálin [1878-1953].

Seu percurso ficou conhecido como a “estrada dos ossos”, uma trilha de cascalho, lama e, na maior parte do ano, gelo que se estende por 2.000 quilômetros a oeste da cidade portuária russa de Magadan, no Oceano Pacífico, até Iakutsk, no interior, capital da região de Iakutia, na Sibéria oriental.

Serpenteando pela natureza intocada do Extremo Oriente russo, ela percorre paisagens de beleza dura e impactante, salpicadas de túmulos congelados sem identificação e vestígios dos campos de trabalho que desaparecem rapidamente.

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