Fórum quer apoiar turismo nos países de língua portuguesa

Fórum quer apoiar turismo nos países de língua portuguesa

O secretário geral adjunto do Secretariado Permanente do Fórum de Macau (Fórum Macau), Ding Tian, considerou que o apoio ao turismo é “muito importante” para a instituição, lembrando que o setor foi sempre uma indústria fundamental para os países de língua portuguesa.

“Algumas das maiores agências de viagens chinesas criaram os próprios destinos no estrangeiro. Pelo menos cinco destes destinos devem ser países lusófonos”, disse o responsável em declarações ao PLATAFORMA à margem da 8ª edição da Macao International Travel (Industry) Expo, que decorreu esta semana na cidade.

Considerou ainda que “o Fórum (Macau) pode oferecer às oferecer a empresas da China continental, incluindo da indústria do turismo, uma oportunidade para interagirem com países de língua portuguesa e, em, simultâneo promover a cooperação”.

“O Governo oferece o palco para as empresas atuarem”, assegurou, assinalando que esse é um objetivo do Fórum Macau, apostado em utilizar a região administrativa especial como plataforma de contacto para promover uma cooperação entre o turismo na China e nos países de língua portuguesa.

O evento contou, designadamente com a presença de convidados de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe os quais se desdobraram em apresentar as principais características da oferta turística dos respetivos países.

Cabo Verde foi um dos países de língua portuguesa que manifestou o desejo conseguir penetrar no gigantesco mercado turístico chinês através de Macau.

Nuno Furtado, delegado de Cabo Verde no Fórum Macau confirmou que a principal indústria do país é o turismo e, por isso, o Governo cabo-verdiano está constantemente a procurar oportunidades de colaboração e cooperação com países terceiros. 

O responsável lembrou que, na atualidade, o maior mercado turístico do país é o europeu, mas espera, no futuro, atrair mais turistas chineses.

“Tentamos atrair investimento chinês na esperança de que isso também traga mais turistas chineses a Cabo Verde. O nosso país consegue oferecer a esses turistas um ambiente agradável, diferente de qualquer outro destino turístico”, assegurou.

Nuno Furtado fez ainda questão de assinalar que existe já um projeto para a construção de um resort em Cabo Verde, com investimento do grupo Macau Legend, cujo desenvolvimento teve de ser adiado devido ao impacto da pandemia e às medidas entretanto aplicadas para controlar a propagação do vírus. 

No entanto, mostrou-se confiante em como o desenvolvimento do projeto será benéfico para o país. 

O delegado de Cabo Verde disse ainda acreditar em Macau enquanto plataforma entre as duas regiões, assegurando que a região já assumiu um papel essencial nesse domínio.

“Através de Macau conseguimos não só ter acesso direto ao mercado chinês, como também a outros mercados de países de língua portuguesa. Este contacto é vital na promoção do nosso país, por isso acredito que Macau será uma plataforma positiva para todos os países lusófonos”, concluiu

Já o delegado de São Tomé e Príncipe no Fórum Macau, Gika Simão, em declarações ao PLATAFORMA, assinalou que o aparecimento da pandemia, além das limitações sanitárias que impôs em cada país, acabou por deixar as pessoas com receio em viajar, com os consumidores a evitarem deslocações, situação que acabou por se refletir, por exemplo junto de setores como a restauração-

Para Gika Simão esta deve ser uma situação que “vai demorar algum tempo até o ambiente voltar ao normal”.

“Assim sendo, perante este cenário, é de elevada importância assegurar a saúde dos turistas. Essa é a nossa prioridade. Proteger todos os que visitam o nosso país”, disse.

O delegado são-tomense recordou ainda que no período anterior à pandemia de Covid-19 havia já cidadãos chineses que vivem e trabalham na região do Golfo da Guiné, como Angola, Camarões, Gabão e Congo que estavam a fazer turismo em São Tomé.

“Já olham para São Tomé como um destino turístico. Vêm de férias, para aproveitar o sol e a praia, e provar ainda o chocolate de São Tomé, considerado um dos melhores do mundo”, disse. 

Salientou igualmente o papel de Macau, não só em matéria das relações comerciais entre a China e os países de língua portuguesa, como também nos domínios da cooperação e da formação com os países lusófonos, agradecendo, designadamente à Direção dos Serviços de Turismo de Macau o trabalho já realizado naquelas áreas, em parceria com São Tomé e Príncipe. 

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