Pratibha Parkar, a nova embaixadora da Índia em Angola, apresentou recentemente as suas cartas credenciais ao Presidente da República, João Lourenço. Na esteira da sua nova missão diplomática, o Jornal de Angola procurou saber em que ponto estão as relações bilaterais, sendo a Índia um país com grande desenvolvimento nos sectores da saúde e farmacêutico.
Os pontos fortes na cooperação entre os dois países são decifrados pela embaixadora nesta entrevista. Das trocas comerciais, que oscilam um pouco acima dos 4,0 mil milhões de dólares, Pratibha Parkar fala sobre projectos no campo da saúde e educação e a intensificação das relações bilaterais através de parcerias no comércio e investimento, na agricultura e processamento de alimentos, no comércio de diamantes, nas Tecnologias de Informação (TI) e Telecomunicações, no petróleo e gás natural e sobre outras potenciais áreas em que a Índia quer intervir.
Em que pé estão as relações bilaterais entre Angola e a Índia?
Apraz-me informar que Angola e Índia completam este ano 35 anos de estabelecimento de relações diplomáticas. No entanto, é pertinente referir que a Índia e Angola partilham relações amistosas que remontam aos tempos da pré-independência de Angola, quando a Índia apoiou a luta pela liberdade. A Índia estabeleceu relações diplomáticas com Angola em 1985 e, desde então, mantém relações extremamente cordiais com o país. É com satisfação que constatamos que no seu discurso de abertura, em 2017, o Presidente João Lourenço mencionou a Índia entre os países com os quais Angola procuraria aprofundar os seus laços de amizade.