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Presidente moçambicano e líder da RENAMO analisam processo de paz

O chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e o presidente da RENAMO, Ossufo Momade, reuniram-se hoje em Maputo para analisar o processo de paz, informa uma nota da Presidência.

Filipe Nyusi e Ossufo Momade “renovaram o seu compromisso de continuar com o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) do braço armado do principal partido de oposição com sucesso e dentro dos prazos estabelecidos, refere a nota distribuída à comunicação social.

Durante o encontro, acrescenta o documento, foi anunciado que estarão encerradas hoje três bases da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) em Sofala, nomeadamente Inhaminga, Cheringoma e Maringue.

De um total de 5.000 elementos da RENAMO que se espera que entreguem as armas no âmbito do acordo , segundo dados oficiais, quase 1.300 ex-guerrilheiros já foram abrangidos pelo DDR.

“Foi constatado que 25% do universo de guerrilheiros da RENAMO beneficiários do processo de DDR já foi desmobilizado e reintegrado”, refere-se no documento, que acrescenta que o chefe de Estado moçambicano prometeu investigar denúncias feitas pela própria Renamo dando conta de perseguições, sequestros e assassinatos dos seus membros em alguns pontos do país.

Apesar de progressos no acordo assinado entre Filipe Nyusi e Ossufo Momade em agosto último, um grupo dissidente da RENAMO (autoproclamado como Junta Militar) contesta a liderança do partido e o acordo de paz, sendo acusado de protagonizar ataques visando forças de segurança e civis em aldeias e nalguns troços de estradas da região centro do país.

A autoproclamada Junta Militar da RENAMO é liderada por Mariano Nhongo, um antigo dirigente de guerrilha, que exige melhores condições de reintegração e a demissão do atual presidente do partido, Ossufo Momade, acusando-o de ter desviado o processo negocial dos ideais do seu antecessor, Afonso Dhlakama, líder histórico que morreu em maio de 2018.

Os ataques armados no centro de Moçambique têm afetado as províncias de Manica e Sofala e já provocaram a morte de, pelo menos, 30 pessoas desde agosto do ano passado, em estradas e povoações locais.

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