Abate da floresta gera controvérsia entre Governo guineense e ativistas ambientais - Plataforma Media

Abate da floresta gera controvérsia entre Governo guineense e ativistas ambientais

Governo garante fiscalização, mas ativistas dizem que autoridades não tem capacidade

A recente deliberação da Guiné-Bissau de instituir um regime excepcional para o abate e exploração de algumas espécies das florestas do país, colocando um fim à moratória de cinco anos, está a gerar controvérsia entre autoridades e ativistas ambientais.

O ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Guiné-Bissau, Abel da Silva, defende a medida, mas sublinha que são autorizadas apenas as empresas industriais certificadas a proceder à exploração. “Haverá vistoria permanente em todas as zonas onde vai ocorrerá exploração, não há motivos para preocupações porque a Guiné-Bissau precisa de explorar os seus recursos, de forma racional”, garantiu o governante ao portal noticioso Voa Português.

Contudo, as palavras do ministro não convencem os ativistas ambientais. Miguel de Barros, secretário executivo da organização não governamental Tiniguena, mostra-se preocupado. “A fraqueza de capacidade da ação política séria, ética engajada e transformadora faz com que a visão política da Guiné-Bissau sobre a gestão dos recursos naturais seja uma visão meramente financeira e não uma visão económica, que permite integrar a biodiversidade, enquanto elemento que deve ser preservado, valorizado e potenciado, de forma com que a sua exploração tenhas mecanismos de durabilidade”, aponta.

Quem também apresenta reservas face às decisões do Executivo é a antiga Ministra da Agricultura Nelvina Barreto. “O Governo não tem capacidade necessária fazer supervisão e fiscalização das espécies que vão ser exploradas”, afirma a também consultora internacional que lembra que com esta decisão do Governo “vamos assistir é uma actividade de predação das nossas florestas”.

Dados oficiais revelam que entre 2012 e 2015 teram sido destruídos mais de 900 mil metros cúbicos de floresta guineense, mas ativistas e ONG de defesa ambiental falam em números “bem superiores”.

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