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“Um dia, Portugal não continuará separado da alta velocidade”

Diogo Ferreira Nunes

Primeiro-ministro de Portugal abre a porta a linhas de altas prestações entre Portugal e Espanha, no rescalde da Cimeira Ibérica. Mas só depois da conclusão das obras previstas para até o final de 2023.

Longe vão os tempos das cimeiras ibéricas que definiam traçados de linhas de alta velocidade, como aconteceu em 2003 na Figueira da Foz. Mas este sábado, na Guarda, o primeiro-ministro abriu a porta para a discussão sobre linhas de altas prestações entre Portugal e Espanha. Só que o debate sobre essa matéria apenas deverá iniciar-se depois da conclusão, no final de 2023, das obras do programa de investimentos Ferrovia 2020.

“Seguramente, um dia, Portugal não continuará separado da rede ibérica de alta velocidade. Falaremos sobre isso em tempo próprio, tendo em conta que não se trata de uma ligação ponta a ponta mas de país para país. Temos de encontrar uma conexão que possa integrar o conjunto de Portugal e contribuir positivamente ao reforço da coesão territorial”, referiu o primeiro-ministro na conferência de imprensa após a cimeira.

Por agora, António Costa entende que é necessário “completar os trabalhos em curso para melhorar as ligações ferroviárias, como a nova linha Sines-Caia e nas linhas da Beira Baixa e Beira Alta. Depois disso, teremos oportunidade para desenvolver o que há a desenvolver”.

Em Espanha, o cenário é diferente. O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, salientou que o país “tem feito uma aposta muito grande na alta velocidade”. Em breve, regiões como a Galiza e a Estremadura (onde se inclui Badajoz) poderão ter a circular comboios com velocidade máxima de pelo menos 250 km/h.

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