"China tem feito tudo o que pode para ajudar Angola" - Plataforma Media

“China tem feito tudo o que pode para ajudar Angola”

O acordo de reestruturação da dívida de Angola à China será assinado “muito em breve”. A garantia foi dada pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China

“Neste momento, um acordo de reestruturação da dívida foi basicamente alcançado”, disse o porta-voz durante a conferência de imprensa diária do MNE chinês.

O mesmo responsável confimou que, no passado dia 25 de setembro, o Presidente da China, Xi Jinping, e o Presidente angolano, João Lourenço, mantiveram uma conversa telefónica. Acrescentado que esta se pautou pelo tom amistoso e que “mantiveram intercâmbios abrangentes sobre o aprofundamento das relações bilaterais e chegaram a um amplo consenso”.

Wang Wenbin indicou que “Angola é um importante parceiro de cooperação da China em África“. Referindo que “Angola está a enfrentar muita pressão da dívida, a China tem feito tudo o que pode para ajudar Angola a superar as dificuldades”.

“Tanto quanto sei, as instituições financeiras chinesas relevantes têm estado em estreita comunicação com o lado angolano para aliviar a pressão da dívida, com grandes progressos nas discussões”, adiantou.

“É expectável que o acordo seja assinado muito em breve”, acrescentou. Indicando que o Banco de Exportações e Importações da China ofereceu assistência para ajuda financeira de emergência através do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas sem adiantar pormenores.

O custo da dívida pública de Angola deverá aproximar-se dos 7 mil milhões de dólares (quase 6 mil milhões de euros), ou 12,3% do PIB, este ano. Destes 2,5 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros) estão em dívida bilateral que deverá ser reestruturada, no seguimento do acordo alcançado com o Clube de Paris. Este acordo servirá de exemplo para outros credores oficiais, nomeadamente a China, que detém mais de 40% da dívida externa do país.

Os restantes 4,4 mil milhões de dólares (3,7 mil milhões de euros) deverão ser pagos “através de uma combinação de empréstimos multilaterais, recurso ao fundo soberano e às reservas externas”.

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