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Nyusi apela na ONU à cooperação internacional para enfrentar terroristas em Cabo Delgado

Presidente Filipe Nyusi disse que confrontos já mataram mais de mil pessoas e que as forças de segurança estão a responder aos ataques de extremistas islâmicos na província de Cabo Delgado e partes das áreas em Manica e Sofala.

Uma onda de violência provocada por ataques de grupos extremistas islâmicos no norte de Moçambique foi destaque no discurso do presidente do país, Filipe Nyusi, à Assembleia Geral da ONU, nesta quarta-feira, em Nova Iorque.

Num depoimento pré-gravado, por causa da pandemia da Covid-19, Nyusi contou que terroristas estão a atacar as províncias de Cabo Delgado. Em Manica e Sofala também ocorrem ataques armados.

Crime organizado

Segundo ele, o governo está “respondendo com firmeza” e com a ajuda da população. E segundo o Programa Mundial de Alimentos, PMA, a nova onda de deslocamento interno por causa da violência causou uma crise humanitária. Muitos estão fugindo para a Tanzânia, o país vizinho.

Nesta quarta-feira, o presidente contou à ONU que cerca de 250 mil pessoas tornaram-se deslocadas internos.

Segundo Filipe Nyusi, vários dos elementos armados têm associações com o crime organizado internacional. Ele agradeceu o apoio da ONU, do enviado especial do secretário-geral ao país e de outras entidades para enfrentar o desafio.

“Cientes de que as ações terroristas de que o país é vítima têm ligações com grupos internacionais que também se envolvem no crime organizado transnacional, temos procurado abordar este fenómeno em cooperação com outros países e organizações regionais e internacionais”, acrescentou.

O Governo moçambicano pediu no dia 16 o apoio da União Europeia (UE) na logística e no treino especializado das suas forças para travar as incursões armadas de grupos classificados como terroristas em Cabo Delgado.

O pedido consta de um ofício a que a Lusa teve acesso e que foi enviado ao Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, pela chefe da diplomacia moçambicana, Verónica Macamo.

Desenvolvimento integrado

O presidente lembrou que o acordo de paz alcançado com os integrantes da Resistência Nacional Moçambicana, Renamo, em agosto de 2019, ajudou a desarmar 1 mil elementos das fileiras do movimento.

O líder moçambicano também anunciou a criação de uma Agência de Desenvolvimento Integrado para o norte do país que deve promover ações em Cabo Delgado, Nyassa e Nampula.

Ao citar o meio ambiente e a implementação do Acordo de Paris, Filipe Nyusi afirmou que Moçambique está investindo 10% do orçamento nacional no setor.

O país já conta com energia eólica, solar, hídrica e outras fontes renováveis de geração de energia elétrica assim como mais investimentos em gás natural.

O presidente agradeceu aos parceiros internacionais pelo apoio recebido no combate à Covid-19, que “afetou ainda mais as economias em desenvolvimento especialmente em África”.

Aniversário da ONU

Segundo Nyusi tanto as áreas urbanas como as rurais do país sofreram com a pandemia. Ele encerrou o discurso afirmando que a paz e a segurança internacionais, o desenvolvimento e os direitos humanos só encontram terreno fértil numa abordagem coletiva de atores mundiais.

O presidente reiterou o apoio de Moçambique aos princípios da Carta da ONU e aos valores da organização por ocasião do aniversário de 75 anos.

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