Guarda costeira chinesa interceta barco com activistas de Hong Kong - Plataforma Media

Guarda costeira chinesa interceta barco com activistas de Hong Kong

As autoridades da China detiveram pelo menos 10 pessoas, incluindo um ativista pró-democracia de Hong Kong, depois de a guarda costeira chinesa ter intercetado uma lancha que alegadamente ia para Taiwan. Segundo a informação avançada pela imprensa local, que cita fontes não identificadas, o ativista Andy Li está entre os detidos.

Li foi preso no início deste mês, com outras nove pessoas, acusado de conluio com forças estrangeiras, ao abrigo de uma controversa lei de segurança nacional imposta por Pequim em Hong Kong. O ativista estava em liberdade sob fiança.

Uma mensagem difundida nas redes sociais pela guarda costeira da China detalhou que as detenções ocorreram no domingo, quando o barco foi intercetado na costa da província de Guangdong, no sul do país.

Duas pessoas identificadas pelos sobrenomes Li e Tang estão entre os detidos, segundo a guarda costeira. Não é claro quais são as acusações que enfrentam.

“Estamos cientes destas informações. Por enquanto, não temos nenhuma informação das autoridades relevantes do continente”, disse hoje o comissário da polícia de Hong Kong, Chris Tang, em conferência de imprensa.

As pessoas a bordo estariam em fuga para Taiwan, e pelo menos uma outra pessoa já esteve presa por acusações relacionadas aos protestos antigovernamentais do ano passado, informou o jornal de Hong Kong South China Morning Post.

Em julho, Taiwan inaugurou um gabinete para ajudar os habitantes de Hong Kong que desejam emigrar para a ilha e recebeu mais de 1.000 pedidos logo no primeiro mês.

A lei de segurança nacional, que entrou em vigor em 30 de junho, criminaliza a subversão, a secessão, o terrorismo e o conluio com forças estrangeiras.

A pena máxima é a prisão perpétua.

Pequim implementou a lei depois de meses de protestos antigovernamentais que abalaram a cidade semiautónoma, no ano passado.

Críticos consideram que a legislação é um golpe para a fórmula “um país, dois sistemas”, que dá a Hong Kong liberdades inexistentes na China continental.

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