A campanha da Somos!, no âmbito do seu terceiro aniversário, visa ajudar crianças e jovens do distrito de Cantagalo
A Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (Somos — ACLP), no âmbito do seu terceiro aniversário, está a organizar uma campanha de solidariedade para com crianças e jovens do distrito de Cantagalo, em São Tomé e Príncipe.
A campanha “Somos! Sorrisos em São Tomé” tem como objetivo a angariação de fundos que serão, posteriormente, transferidos para o país e servirão para a compra de material escolar a distribuir pelas crianças mais desfavorecidas daquela zona do país.
Nesse sentido, a associação sediada em Macau, na China, promove no próximo dia 29 de agosto aquilo a que chama um SunSet solidário, das 18h à 1h (hora local) no rooftop do restaurante Vic’s na Doca dos Pescadores, com diversos DJ locais: D-HOO, Charivari, Cuco, Minchi, RyomA, Soneca e Nelson Azevedo.
A entrada na festa terá um custo de 100 patacas com direito a uma bebida de cápsula, valor que será canalizado para o projeto que a Somos — ACLP pretende colocar em prática, bem como todo o dinheiro realizado durante o evento.
“Um pequeno gesto nosso pode fazer uma grande diferença na vida dos jovens são-tomenses, que precisam de material escolar”, pode ler-se no comunicado da associação liderada pela portuguesa Marta Pereira, enviado às redações.
A ajuda aos jovens de Cantagalo não se encerra na festa deste mês. Quem quiser pode doar dinheiro para a conta da Somos — ACLP, no Banco Nacional Ultramarino, com o n.º 9014937266, indicando a palavra Cantagalo na descrição da transferência bancária. Todo o valor angariado pela associação será, posteriormente, divulgado, tal como o número de crianças apoiadas e qual o material comprado.
Cantagalo é distrito mais a sul da ilha de São Tomé. A economia local resume-se à pesca artesanal, turismo e alguma produção agrícola. Não sendo a mais pobre do país é, ainda assim, muito carenciada. Tem 14 escolas e 6030 alunos. De acordo com os sensos de 2012, tem 17169 habitantes.
A pobreza, especialmente a de índole infantil, é uma realidade em São Tomé e Príncipe, como em todo o continente africano. O último relatório da UNICEF, publicado em 2016, adverte para o facto de afetar mais de 70% daquele país lusófono.