Ilha da Montanha deve ser projecto pioneiro na Grande Baía, diz Governo de Macau - Plataforma Media

Ilha da Montanha deve ser projecto pioneiro na Grande Baía, diz Governo de Macau

O desenvolvimento da zona de cooperação na Ilha da Montanha (Hengqin) entre Macau e a província chinesa de Guangdong deve ser pioneira no projeto da Grande Baía, defendeu o chefe do Executivo de Macau.

Ho Iat Seng falava na reunião de quinta-feira com o secretário do Comité Municipal de Zhuhai do Partido Comunista Chinês (PCC), Guo Yonghang, e o subsecretário do Comité Municipal de Zhuhai e presidente do município de Zhuhai, Yao Yisheng, entre outros, em que o desenvolvimento da “zona de cooperação aprofundada” em Hengqin e o reforço da cooperação na prevenção da covid-19 estiveram em destaque.

Iniciativa “nova e prática”, o chefe do Executivo de Macau defendeu que para avançar com esta “zona de cooperação aprofundada” é necessário “uma inovação estrutural e uma cooperação pragmática, em termos de investimento económico e comercial, gestão financeira, certificação de origem, modelos alfandegários, bem-estar social”, nomeadamente, para criar “uma zona de demonstração que seja pioneira na cooperação e desenvolvimento da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau”.

A “zona de cooperação aprofundada” entre Macau e Guangdong, em Hengqin, decorre sob o princípio ‘um país, dois sistemas’ e “no contexto da participação no projeto da Grande Baía e integração no desenvolvimento” chinês, indicou o responsável, citado num comunicado oficial.

“A conceção e o planeamento da referida ‘zona de cooperação aprofundada’ devem refletir o aprofundamento e o alargamento da cooperação entre Guangdong e Macau”, acrescentou Ho Iat Seng.

Guo Yonghang sublinhou que Hengqing sempre foi “o ponto fundamental da cooperação entre Guangdong e Macau”, esperando que, através da colaboração entre os dois governos, seja acelerada a implementação da “zona de cooperação aprofundada”.

Sobre a cooperação na prevenção da epidemia da covid-19, os dois governos adiantaram que vão recuperar “gradualmente a normalização da passagem alfandegária” entre Macau e Zhuhai, cidade da província de Guangdong adjacente ao território.

Na apresentação das Linhas de Ação Governativa (LAG), em abril, Ho Iat Seng anunciou a expansão de Macau para a vizinha ilha chinesa de Hengqin, que as autoridades querem transformar num centro de internacionalização, com um importante foco nos negócios com países lusófonos, existindo já projetos de investimento tecnológico de 400 mil milhões de patacas (cerca de 46 mil milhões de euros).

Na altura, Ho sublinhou que estes projetos são essenciais para diversificar a economia e potenciar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de Macau, “uma terra pequena” de cerca de 30 quilómetros quadrados que vê nesta expansão, ‘apadrinhada’ pelo Presidente chinês, Xi Jinping, uma oportunidade para responder à exigência de Pequim de integração nacional e de reforço do papel do terriório enquanto plataforma comercial entre a China e os países de língua portuguesa.

Atualmente, a Ilha da Montanha, como é também denominada, já acolhe a Universidade de Macau num terreno de um quilómetro quadrado que foi cedido por 40 anos. Noutros 4,5 quilómetros quadrados vão ser instaladas empresas de Macau na ilha que pertence à vizinha cidade de Zhuhai, na província de Guangdong.

O projeto de Pequim pretende criar uma metrópole mundial na área da Grande Baía, que integra Hong Kong, Macau e nove cidades da província de Guangdong, numa região com cerca de 70 milhões de habitantes e com um Produto Interno Bruto (PIB) que ronda os 1,2 biliões de euros, semelhante ao PIB da Austrália, da Indonésia e do México, países que integram o G20.

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