IURD em Angola espera receber apoio de delegação brasileira - Plataforma Media

IURD em Angola espera receber apoio de delegação brasileira

O pastor angolano Alberto Segundo, da direção da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Angola, afirmou este sábado que deverá chegar ao país uma delegação brasileira para ajudar na disputa com um grupo de dissidentes da organização.

A comitiva virá ao país em breve para dar apoio, “apenas isso”, disse o pastor, em entrevista à Lusa, falando em nome da cúpula da organização religiosa.

Bispos e pastores angolanos da IURD acusam os brasileiros de irregularidades e práticas contrárias à religião, como a vasectomia, racismo e discriminação, e romperam, em novembro do ano passado, com a representação brasileira em Angola, encabeçada pelo bispo Honorilton Gonçalves.

O conflito agudizou-se em junho com a tomada de templos por parte dos dissidentes, entretanto constituídos numa Comissão de Reforma, que os brasileiros acusam de estar a mobilizar ex-pastores, alegando discordância com os brasileiros e “outras infâmias que servem de argumentos para sustentar a sua tese de rebelião e justificativa para cometimento de atos criminosos como: invasão, furto, agressão, calúnia, burla entre outros”.

A igreja em Angola, prosseguiu o pastor, tem recebido o apoio do líder da IURD, Edir Macedo, que todas as quintas-feiras realiza reuniões pastorais, havendo uma “relação boa, tranquila”, considerando que persiste “uma narrativa mentirosa para distorcer a ideia da opinião pública”, que quer colocar a cúpula contra os fiéis.

“O bispo Macedo não amaldiçoou os angolanos, sou angolano e pastor da IURD e estou aqui, o bispo Macedo orientou a palavra, mostrou as consequências de atos de rebelião, não para os angolanos e nem tão pouco para todos os pastores, mas para aqueles que cometem, é a própria a bíblia não é o bispo Macedo, quando a pessoa faz o certo colhe o certo, se planta o mal, colherá o mal, só isso, o bispo Macedo não amaldiçoou os angolanos”, referiu.

Com um total de aproximadamente 500 pastores registados até dezembro de 2019, dos quais 64 de nacionalidade brasileira, a igreja conta igualmente com pastores de Moçambique, de São Tomé, além dos angolanos.

Na sequência das invasões, os bispos e pastores brasileiros e moçambicanos foram expulsos das suas residências e acolhidos por colegas.

O porta-voz da IURD disse que nos últimos dias a igreja viu as suas contas bloqueadas em dois bancos, de forma unilateral.

Aos fiéis, Alberto Segunda deixou a mensagem para que “permaneçam firmes e fortes, porque a obra de Deus é indivisível e a IURD, como uma mãe espiritual, não morrerá, não acabará”.

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