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Vacina para Covid-19 chinesa é segura segundo fase 2 de ensaio clínico

A fase 2 do ensaio clínico à vacina para a Covid-19 chinesa concluiu que a vacina é segura e induz uma resposta imune, de acordo um artigo publicado, segunda-feira, na revista médica The Lancet.

Os resultados agora fornecidos são de um grupo de participantes mais alargado que a fase 1 do ensaio, e que foi publicado em maio. A fase 1 do referido ensaio clínico envolveu 108 adultos saudáveis e demonstrou resultados promissores.

“A fase 2 acrecenta mais evidências de segurança e imunogenicidade num grupo maior de pessoas que a fase 1. É um passo importante na avaliação desta vacina experimental. Os ensaios de fase 3 já estão em andamento”, disse o professor Fengcai Zhu, do Centro Provincial de Controlo e Prevenção de Doenças de Jiangsu.

De acordo com a revista, o ensaio da vacina Ad5 Covid-19 foi realizado na cidade chinesa de Wuhan, com a participação de 508 pessoas. Dos participantes, cerca de 62% tinham idades compreendidas entre os 18 e 44 anos, 24% tinham entre 45 e 54 anos, e 13% tinha 55 anos ou mais.

Uma vez que os idosos enfrentam alto risco de desenvolver a forma grave da doença ou, até mesmo perigo de morte associada à Covid-19, são uma amostra-alvo importante para a vacina, disse o professor Wei Chen, do Instituto de Biotecnologia de Pequim.

“É possível que seja necessária uma dose adicional à população idosa para induzir uma maior resposta imunológica, mas ainda estão em curso investigações para avaliar essa questão”, disse Chen.

Na luta contra a covid-19, cientistas de todo o mundo correm contra o tempo para descobrir novos tratamentos e uma vacina. A China prometeu que a sua vacina será um bem público global assim que estiver disponível.

Vacina da Universidade de Oxford

Entretanto, a Inglaterra também está a progredir no desenvolvimento de uma vacina. Um outro estudo publicado segunda-feira na Lancet revela os resultados da fase 1/2 da vacina ChAdOx1 nCoV-19. Para ja, não há preocupações de segurança e produz uma forte resposta imunológica.

De acordo com a Universidade de Oxford, o ensaio envolve mais de 1000 adultos saudáveis voluntários. A vacina criou uma resposta das células T (glóbulos brancos que podem atacar as células infetadas com o vírus Sars-CoV-2) 14 dias após a vacinação, e uma resposta dos anticorpos 28 dias depois.

Apesar das descobertas promissoras, ainda é muito cedo para saber se são suficientes para oferecer proteção. Estão em curso ensaios maiores, dizem os cientistas envolvidos no estudo.

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