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Igreja Católica da Guiné vai manter portas fechadas apesar de ter luz verde para abrir

 A igreja católica guineense vai manter as portas fechadas devido à pandemia de covid-19, mesmo com a autorização dada pelo Governo às confissões religiosas para retomarem as celebrações presenciais de fiéis, foi hoje anunciado

As dioceses de Bissau e Bafatá emitiram um comunicado para dar conta aos fiéis católicos da Guiné-Bissau que, “dado o aumento de números de infeções pelo novo coronavirus” no país, e para “melhor preparar as comunidades, achou-se conveniente esperar um pouco”, antes de retomar as atividades presenciais.

A missa de corpo presente, catequese, retiros, encontros de grupo, ensaios de coro, intercâmbios e ações de formação ficam suspensos.

A rádio Sol Mansi, emissora de cobertura nacional e que pertence à igreja católica, continuará a transmitir as missas dominicais e também as celebrações em memória de fiéis falecidos, mas sem a presença física dos familiares.

No comunicado, a igreja católica exorta os fiéis católicos para evitarem encontros de convívios, cafés, almoços de missas e reunião em memória de familiares falecidos.

Mesmo com as restrições impostas pelas autoridades sanitárias devido ao aumento de casos de infeção pelo novo coronavírus, a população guineense manteve hábitos de convívios e aglomerações de pessoas.

A igreja católica abre exceção para que o padre realize a missa no cemitério em caso de falecimento e desde que estejam criadas as condições de distanciamento físico e que os presentes no cemitério usem máscaras de proteção.

No momento da oração, não podem estar mais do que 10 pessoas no cemitério, incluindo o padre.

As portas das igrejas deverão estar abertas para receção de visitas de fiéis para oração pessoal, mas com o uso de máscara e o sacramento da confissão poderá ser feito pelo menos uma vez por semana de preferência ao ar livre, nota o comunicado.

A igreja católica pede que as rádios do país e as redes sociais continuem a informar e a sensibilizar a população sobre a gravidade da situação, o que deve ser feito para mudar atitudes e evitar o alastramento do vírus que, refere, já chegou ao interior da Guiné-Bissau.

Através de um despacho do primeiro-ministro, Nuno Nabian, o Governo guineense autorizou no passado dia 10 a reabertura dos locais de culto, depois de terem sido encerrados em março.

As mesquitas da igreja muçulmana reabriram as suas portas um pouco por todo o país no mesmo dia.

Desde de que foram confirmados os primeiros casos da doença no país, a Guiné-Bissau já registou quase 2.000 casos de covid-19, incluindo 26 vítimas mortais, segundo os dados divulgados a semana passada.

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