África arrisca abrir o espaço aéreo para se proteger de uma recessão histórica - Plataforma Media

África arrisca abrir o espaço aéreo para se proteger de uma recessão histórica

O Egito reabriu os seus aeroportos na quinta-feira passada e outros Estados africanos preparam-se para fazer o mesmo, numa altura em que há 492 mil infetados no continente. África enfrenta a sua primeira recessão em 25 anos com os setores do turismo e viagens em colapso

O número de mortos devido à covid-19 em África subiu hoje para 11.622, mais 262 nas últimas 24 horas, e há 492 mil infetados, segundo os números mais recentes sobre a pandemia no continente. Apesar da subida de casos, vários Estados africanos estão a querer seguir as pisadas do Egito que na quinta-feira reabriu o seu espaço aéreo depois de o ter fechado por três meses.

Segundo o site Africanews, o risco tem uma explicação que assenta na outra epidemia que o continente negro atravessa: a económica. África enfrenta a sua primeira recessão em 25 anos e os setores de viagens e turismo já perderam 55 mil milhões de dólares desde o início da pandemia de Covid-19.

O Presidente do Senegal afirmou que o espaço aéreo do país reabre no próximo dia 15 de julho. Os 15 membros da Comunidade Económica da África Ocidental deverão reabrir os respetivos espaços aéreos a 21 de julho. A Nigéria retomará os voos domésticos a 8 de julho e o Ruanda a 1 de agosto.

A maioria dos 54 países africanos fecharam o seu espaço aéreo durante a quarentena de três meses. Isso deu-lhes tempo para se prepararem para a pandemia mas, por outro lado, prejudicou os esforços para fazer entrar no continente medicamentos fundamentais e vacinas contra outras doenças, sublinha o artigo do Africanews.

Durante a pandemia, África teve muito menos voos do que outras regiões do mundo. Em toda a África Ocidental e Central realizava-se uma média de um único voo por dia, segundo dados da Organização Internacional da Aviação Civil.

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