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Pandemia calou vítimas de violência doméstica

Roberto Bessa Moreira

Número de pedidos de ajuda duplicou desde o início do desconfinamento. Agressores passaram de ataques físicos para violência sexual e psicológica durante a pandemia.

O número de pedidos de ajuda à Rede Nacional de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica (RNAVVD) duplicou após o fim do período de confinamento provocado pela covid-19, elevando para 4500 por quinzena os atendimentos às vítimas, realizados presencialmente ou através de linhas de apoio.

Especialistas de Organizações Não Governamentais e Governo anteveem que esta tendência de crescimento se mantenha até ao final do ano e irão manter as estruturas de auxílio concebidas com o intuito de responder às necessidades de pessoas obrigadas a viver em permanência com agressores. Inclusive as duas casas de acolhimento criadas em março e que receberam 63 pessoas, num total de 564 vítimas retiradas de urgência do seu próprio domicílio.

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