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Festival de carne de cão pode ser gatilho para outra epidemia

Eduardo Pedrosa da Costa

O tradicional festival chinês de Yulin que promove o consumo de carne de cão está a causar polémica entre a população. Ainda com surtos de covid-19 no país e apesar das leis do governo para controlar os mercados de animais vivos, o festival vai realizar-se.

O evento é uma tradição chinesa desde 2009, mas estima-se que o consumo de carne de cão já seja um hábito há cerca de 400 anos. Os chineses acreditam que comer este animal, sobretudo nos meses de verão, melhora a saúde, dá sorte e até pode aumentar a performance sexual dos homens.

No entanto, a realização do Festival de Yulin, realizado na cidade à qual roubou o nome, pode trazer tudo menos boa saúde. Du Yufeng, ativista chinesa pelos diretos dos animais, explicou à “CBS News” que poucas pessoas usam máscaras e que o evento pode motivar a propagação de um novo vírus. Quando questionados se não aprenderam nada com a pandemia da covid-19, os produtores responderam que “não estão a violar nenhuma lei”.

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