Portugueses em Maputo, com problemas de saúde e dificuldades financeiras, tentam regressar a Portugal há quase um mês. O ministro dos Negócios Estrangeiros disse hoje que já pediu autorização a Moçambique para realizar um voo de repatriamento.
Pedro G., 33 anos, dez dos quais a viver e trabalhar na capital moçambicana, tem uma operação de urgência para fazer em Portugal. Cancelados os voos comerciais por causa da pandemia, é um dos 200 portugueses que aguardam, em “situação urgente”, por um voo de repatriamento, estima. Entre eles, há doentes oncológicos, grávidas a entrar nas últimas semanas de gestação, pessoas com intervenções cirúrgicas marcadas. “São cerca de 50 ou 60 com questões médicas, umas mais graves do que outras, a precisarem de viajar para Portugal o mais rapidamente possível”, contou ao JN o empresário, que tem vindo a fazer o levantamento do número de pessoas que quer regressar e porquê.
Ao todo, serão cerca de 600, mas a maioria não é prioritária – são pessoas que tinham passagens e férias marcadas e que viram os planos cancelados. Ainda assim, há duas centenas de cidadãos lusos tramados pela saúde ou pela carteira, a maioria em Maputo, mas também na Beira e em Nampula.
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