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Enxaqueca, um mal silencioso

Anna França

Mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo padecem dessa forte dor de cabeça crónica, segundo a OMS. No Brasil, 15% da população sofre com a doença, que atinge principalmente o sexo feminino

O que Julio César, Napoleão Bonaparte, Friedrich Nietzsche, João Cabral de Melo Neto, Sigmund Freud, Madame de Pompadour e Thomas Jefferson têm em comum? Aparentemente nada, mas todos, em seu tempo, padeceram de um mesmo mal silencioso: a enxaqueca. O sofrimento do poeta João Cabral foi tamanho que ele fez até uma ode para um analgésico que lhe ajudou muito no poema “Monumento à Aspirina”.

Mas os gênios não estão sozinhos. Cerca de um bilhão de pessoas no mundo convivem com esse mal, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). É uma verdadeira legião de sofredores. No Brasil, um levantamento feito pelo instituto de pesquisas HSR Health e obtido com exclusividade pela ISTOÉ mostrou que 15% da população têm a doença. Ou seja, mais de 31 milhões de pessoas penam com a dor. E entre as mulheres esse percentual pode até dobrar, por causa dos fatores hormonais, o que provoca duas a três crises por mês.

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