Cultura macaense “vai sobreviver”

por Filipa Rodrigues
Plataforma

A capacidade de adaptação dos macaenses faz dessa comunidade tradicionalmente com “mais legitimidade em Macau”. O presidente da Associação dos Macaenses lembra que, ao longo de mais de 400 anos de História,  os macaenses marcaram sempre o ritmo e a capacidade de adaptação às mais várias circunstâncias, aos altos e baixos das circunstâncias económicas e políticas da cidade.

Marcados por uma alma bilingue, os macaenses têm no seu ADN uma capacidade de antecipar as circunstâncias históricas e preparar as gerações seguintes para as realidades que se adivinham. Foi assim com a fundação de Hong Kong e o fenómeno da emigração, dada a dificuldade de garantir “condições dignas de vida” face à crise económica; foi assim depois da Segunda Grande Guerra… Há cerca de 20 anos, “percebendo o que vinha aí”, as famílias macaenses começaram a dar aos seus filhos uma educação focada “na língua chinesa”. Hoje, frisa Senna Fernandes, “as novas gerações dominam o cantonense e o mandarim”, para além do português, estando por isso preparadas para o futuro. “É mais um desafio” que a comunidade vencerá, “como sempre” e “como tantos outros”, conclui.

Veja o debate completo completo sobre a identidade de Macau, com Carlos Morais José, José Sales Marques (economista e presidente do Instituto de Estudos Europeus) e Miguel Senna Fernandes (advogado, presidente da Associação dos Macaenses), moderado por Paulo Rego (diretor geral do Plataforma Macau).

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