Finlândia condena violência armada em Cabo Delgado - Plataforma Media

Finlândia condena violência armada em Cabo Delgado

O Presidente da Finlândia, Sauli Niinistö, condenou hoje a violência armada na província de Cabo Delgado, encorajando o Governo moçambicano na luta contra os grupos que têm protagonizado ataques desde 2017 na região, anunciou a Presidência moçambicana em comunicado.

O chefe de Estado finlandês “condenou veementemente as ações terroristas protagonizados por grupos armados em alguns distritos do norte da província de Cabo Delgado” durante uma conversa telefónica com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, segundo um comunicado distribuído hoje à imprensa.

Cabo Delgado, província onde avança o maior investimento privado de África para exploração de gás natural, está sob ataque desde outubro de 2017 por insurgentes, classificados desde o início do ano pelas autoridades moçambicanas e internacionais como uma ameaça terrorista.

Em dois anos e meio de conflito, estima-se que já tenham morrido, no mínimo, 600 pessoas e que cerca de 200 mil já tenham sido afetadas, sendo obrigadas a refugiar-se em lugares mais seguros, perdendo casa, hortas e outros bens.

Segundo o comunicado da Presidência moçambicana, Sauli Niinistö encorajou e felicitou o Governo pelas medidas que tem tomado para travar as incursões dos grupos armados naquela região do norte do país.

Além da violência armada em Cabo Delgado, os dois chefes de Estado abordaram o acordo de paz entre o Governo e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição, tendo o Presidente finlandês felicitado as partes pelos progressos nos entendimentos anunciados nos últimos dias.

“O Presidente Sauli Niinistö felicitou-nos pelo processo de consolidação da paz efetiva no país, consubstanciado pelo reinício do Desarmamento, Desmobilização e Reintegração [do braço armado da Renamo] ao abrigo do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional assinado em agosto de 2019”, lê-se no comunicado.

Pelo menos 38 guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) em Sofala entregaram, entre quinta-feira e sexta-feira, as armas, marcando o reinício de um processo que fico estagnado durante meses.

Segundo o comunicado da Presidência moçambicana, Sauli Niinistö e Filipe Nyusi trocaram também experiências sobre o combate à pandemia de covid-19 nos dois países, tendo destacado a necessidade de “esforços globais e conjuntos para debelar este flagelo que vem assolando o mundo”.

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