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China continuará a compartilhar experiências sobre epidemia com Angola, diz chanceler chinês

A China continuará a fortalecer as trocas com Angola na luta contra a epidemia da COVID-19 e oferecerá assistência ao país na compra de suprimentos anti-epidêmicos, disse nesta segunda-feira o conselheiro de Estado chinês e ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi.

Em uma conversa telefônica com o ministro das Relações Exteriores de Angola, Téte António, Wang disse que a China e Angola são importantes parceiros estratégicos, com sólida confiança política mútua e um bom ímpeto de desenvolvimento nas relações bilaterais.

Wang disse estar muito satisfeito ao ver que Angola, sob a liderança do presidente João Lourenço, alcançou resultados positivos na prevenção e controle da epidemia, acrescentando que dois lotes de suprimentos fornecidos pelo governo chinês chegaram a Angola.

Existem muitas empresas e funcionários chineses em Angola, disse Wang, expressando a esperança de que Angola proteja a saúde e segurança deles, além dos seus direitos legítimos.

O povo chinês e angolano tem uma profunda amizade e a China está disposta a fortalecer as trocas entre cidades irmãs com Angola para consolidar a base para as relações bilaterais, disse ele.

China e África compartilham uma tradição de amizade, com os dois lados apoiando-se mutuamente, disse Wang, acrescentando que a China simpatiza com os países africanos que estão enfrentando os desafios impostos pela pandemia da COVID-19.

A China superou suas próprias dificuldades para apoiar a África, fornecendo vários lotes de suprimentos anti-epidêmicos de emergência, incluindo os de regiões de nível provincial e municipal e de todos os setores da sociedade chinesa, destacou.

A China enviou equipes de especialistas médicos para cinco sub-regiões da África e realizou quase 30 conferências virtuais com os países africanos, disse ele.

As equipes médicas chinesas realizaram cerca de 400 sessões de treinamento na África para compartilhar sua experiência anti-epidêmica e treinaram 20 mil trabalhadores médicos locais, acrescentou Wang.

A China atribui grande importância às consequências econômicas do coronavírus na África, trabalha ativamente para impulsionar a proposta de alívio da dívida do Grupo das 20 principais economias e está disposta a trabalhar em conjunto com a África para superar as dificuldades atuais, salientou Wang.

Ele disse que o vírus representa um desafio comum à humanidade, o que exige uma resposta conjunta da comunidade internacional. A China acredita que Angola e outros países africanos estarão altamente alertas aos movimentos de certas forças para difamar a China e semear discórdia entre a China e a África, e trabalharão em conjunto com a China para apoiar firmemente a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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