Para marcar o centenário de nascimento do músico indiano Ravi Shankar, comemorado nesta terça (7), dois registros antológicos do artista têm relançamento digital. É uma chance de reencontrar ou travar o primeiro contato com aquele que introduziu na música pop do Ocidente um instrumento singular, o sitar.
“West Meets East” traz em seus dois volumes Shankar ao lado do violinista americano Yehudi Menuhin (1916-1999), ambos arrancando o melhor de seus instrumentos.
É bom deixar claro que Shankar não tocava cítara, bem mais conhecida. Essa confusão é recorrente.
Cítara e sitar são instrumentos diferentes. A cítara, de origem europeia, tem cordas esticadas sobre uma caixa de ressonância. O sitar, instrumento indiano e da família dos alaúdes, tem suas cordas estendidas ao longo de um prolongamento que avança além da caixa de ressonância, como o braço de um violão.
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