Primeira ação de formação em segurança alimentar em Macau com técnicos de Portugal

por Arsenio Reis

A primeira ação de formação em segurança alimentar com técnicos portugueses começou  em Macau e vai prolongar-se por três semanas, disse o inspetor-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) de Portugal. 

“Esta é a primeira operacionalização de formação em segurança alimentar” do protocolo, assinado em outubro passado, entre a Secretária para a Administração e Justiça de Macau e o Ministério da Economia português. 

Esta primeira ação de formação vai abordar “matérias semelhantes para garantir a segurança alimentar”, ao人 nível de mercados e restaurantes, disse. Estas ações de formação — que, nesta primeira edição, abrange cerca de 20 pessoas —, deverá realizar-se todos os anos.

Pedro Portugal Gaspar acrescentou que o objetivo da reunião foi também perspetivar “o desenvolvimento de ações futuras” e de intercâmbio bilateral entre o IACM e a ASAE, em Portugal ou em Macau, mas sobretudo na área virtual em plataformas de comércio eletrónico. 

“Há um desafio grande, desde o estabelecimento de regras para a colocação de produtos em determinadas plataformas, e depois a monitorização”, disse o responsável português, sublinhando a importância, em termos de segurança alimentar, de “alargar para a quantidade sem nunca deixar de garantir a qualidade”. 

Pedro Portugal Gaspar considerou “muito positivas” as práticas de segurança e higiene alimentar em Macau. 

O presidente do Conselho de Administração do IACM, José Tavares, destacou que no primeiro encontro com a ASAE tentou identificar-se quais as principais áreas de intervenção – técnicas laboratoriais, amostras, formação e troca de informações – a desenvolver primeiro. 

Sobre os problemas registados na área da segurança alimentar em Macau, o responsável do IACM considerou que “são esporádicos”. 

“De 2015 até agora, fizemos um curso de formação para cerca de 400 pessoas na área de restauração para a aquisição de novos conhecimentos sobre tratamento alimentar, desde a aquisição, ao armazenamento e confeção. Os problemas que têm aparecido são esporádicos”, sublinhou. 

“Temos duas inspeções por ano, por restaurante. E os restaurantes que não satisfazerem as nossas exigências terão mais inspeções por ano”, garantiu, mas “mais de 99% dos casos satisfazem” as exigências. 

O responsável do IACM salientou ainda a necessidade de regulamentar a aquisição de alimentos ‘online’ para garantir a segurança alimentar em Macau.

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