Durante a quinta sessão plenária da 12º Assembleia Popular Nacional, que teve lugar na manhã do último dia 5 de março no Grande Salão do Povo, Li Keqiang, primeiro-ministro do Conselho de Estado, apresentou o relatório de trabalho governamental. Os meios de comunicação estrangeiros seguiram atentamente o assunto e deram ênfase às declarações do primeiro-ministro relativamente ao controlo dos preços da habitação e estabilização do mercado imobiliário.
No dia 5, o jornal The Straits Times de Singapura relatou que no ano passado o preço das novas habitações privadas na China saltou em 12,4 por cento, constituindo a maior variação desde 2011. Desde outubro de 2016, os governos locais de mais de 20 cidades da China lançaram restrições às aquisições e empréstimos de forma a estabilizar os preços da habitação. Neste contexto, Li Keqiang deixou claro no relatório que a China pretende estabilizar o mercado imobiliário.
Citado na notícia, Li Keqiang afirmou que “deve ser deixado claro que as casas são para ser habitadas”, e prometeu criar mecanismos de longo prazo para promover o desenvolvimento estável e saudável do sector, tomando também mais medidas para regular o mercado.
O The Straits Times observou ainda que Li Keqiang afirmou que serão tomadas medidas para reduzir as existências imobiliárias nas cidades de terceiro e quarto escalão, para além de ser prestado apoio a trabalhadores migrantes na aquisição de casas em zonas urbanas.
O jornal The Star, da Malásia, relatou no dia 5, citando a agência Reuters, que o primeiro-ministro afirmou que as cidades com uma grande subida dos preços da habitação devem aumentar de forma razoável a sua área habitacional, e, ao mesmo tempo, que o Governo irá tomar medidas para reduzir as existências imobiliárias excedentárias em algumas cidades pequenas.
Segundo a notícia, Jia Kang, diretor do Instituto de Investigação do Ministério das Finanças da China, à margem da sessão plenária, referiu que ainda existem “algumas divergências” relativamente aos mecanismos de longo prazo para promover o desenvolvimento estável e saudável do sector. Quanto à aquisição de casas urbanas pelos trabalhadores migrantes, para além de manifestar o seu apoio, o Governo necessita ainda de fornecer apoio em termos de políticas, ajustando, por exemplo, as políticas relativas ao crédito à habitação para este grupo de pessoas, visto que as suas capacidades económicas são bastante limitadas. “No futuro, [o Governo chinês] deverá introduzir mais medidas direcionadas, e não medidas nacionais”, referiu Jia Kang.
Segundo os resultados de um estudo revelado recentemente pela Reuters, face ao controlo governamental e às restrições de crédito, o aumento dos preços da habitação da China irá abrandar marcadamente em 2017.
O estudo indicou ainda que, com o arrefecimento do mercado imobiliário da China, o investimento imobiliário deverá cair dos 6,9 por cento do ano passado para cerca de 3 por cento este ano.
Dang Chaofeng