Mais 2.000 vagas em 2016 - Plataforma Media

Mais 2.000 vagas em 2016

Há 49 creches no território que servem as necessidades de 8452 crianças até aos três anos, garantindo resposta apenas a uma parte população infantil local. Em 2016, o Governo quer criar 2.000 vagas, garantindo um total de 7.000 lugares para as crianças com mais de dois anos. Às outras, com menos de dois anos, sugere-se que permaneçam em casa. 

Em 2013, nasceram 6.571 crianças, enquanto em 2014 o número subiu para 7.360, segundo números da direção dos serviços de Estatística e Censos. Até Setembro de 2015, registaram-se 5.193 nascimentos, o que corresponde a menos 81 em comparação com o período homólogo do ano transato. Com 8.452 lugares atualmente ocupados nas creches – e sem espaço para mais -, acaba por ficar de fora grande parte da população infantil local com idades até aos três anos.

Neste momento, existem 49 equipamentos no território, a maioria dos quais situados na península. Da oferta existente, 33 – todas geridas por instituições particulares de solidariedade social – recebem apoio do Governo. As subsidiadas possuem turmas a tempo inteiro, turmas de meio dia, turmas da parte da manhã, serviços de acolhimento de urgência/provisórios e prolongamento do serviço de acolhimento das crianças. No próximo ano, o Governo garante a abertura de cinco novas creches e a ampliação das instalações de três equipamentos já existentes, correspondendo a 2000 novas vagas.

Em 2011, o IAS propunha criar 2.700 vagas até 2015, prevendo que Macau tivesse nessa altura 6.679 lugares nas creches. Os dados oficiais referem 8.452 lugares atualmente ocupados, o que, ainda que corresponda a mais 1.773 do que o estimado, nem pouco mais ou menos serve a totalidade das necessidades da população infantil local.

As necessidades

Um estudo realizado pelo Centro da Política da Sabedoria Colectiva deu conta em 2014 da intensificação do problema da falta de vagas nas creches do território, com cada lugar disponível a ser disputado, em média, por oito crianças. Segundo as projeções desse mesmo estudo, o número de crianças com idade para ingressar nas creches poderá atingir 20 mil até 2015, estimando-se que os pais de mais de 11 mil acabem por tentar inscrevê-las. Dos 1150 pais de crianças com idades inferiores a três anos inquiridos, 93 por cento consideram que a entrada nas creches possibilita que os filhos aprendam a ser independentes e a conviver com outras crianças.

Dada a falta de lugares suficientes para satisfazer todos, o IAS tem vindo a encorajar os pais a considerar o recurso aos serviços de meio dia para as suas crianças, ao mesmo tempo em que sugere que a população com menos de dois anos permaneça em casa com os progenitores, familiares ou a empregada doméstica.

O Governo desaconselha a inscrição nestes estabelecimentos de crianças com idades inferiores a dois anos, referindo que a maioria das vagas que tem vindo a criar se destina sobretudo à população com idade superior. “O IAS coordena com os estabelecimentos para aumentar, prioritariamente, o número de vagas para as crianças a partir dos dois anos que necessitam de serviço de cuidados de dia inteiro e de meio dia, com o objetivo de assim conseguir satisfazer cerca de 90 por cento das necessidades das crianças com essa idade em 2016, e 100 por cento em 2017”, refere o IAS, numa nota enviada ao PLATAFORMA.

Entretanto, o IAS incumbiu a Faculdade de Educação da Universidade de Macau de desenvolver um estudo sobre a procura de creches e o planeamento da política a seguir, para elaborar um programa de desenvolvimento para 2018-2022.

Luciana LeitЛo

20 de novembro 2015

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