MARATONA MARCADA POR ALTERAÇÕES AO PERCURSO - Plataforma Media

MARATONA MARCADA POR ALTERAÇÕES AO PERCURSO

 

A 33.ª edição da Maratona Internacional de Macau obrigou os atletas a atravessar quatro vezes a Ponte Sai Van devido às obras na zona do Cotai. Um percurso “duro” e com poucos quilómetros de Macau.

 

A Maratona Internacional de Macau ficou marcada este ano por mudanças ao percurso devido às obras de construção do metro ligeiro na ilha da Taipa. “Foi o traçado possível”, diz o presidente do Instituto do Desporto de Macau (IDM), Jorge Tavares. “Ter um traçado de maratona não é fácil porque existem muitas construções à volta. Envidámos esforços para termos um percurso possível, concertando também com as entidades reguladoras do trânsito”.

A 33.ª edição da corrida de 42 quilómetros contou com o mesmo número de participantes de 2013: 1000 atletas participaram na maratona, 2000 desportistas correram a meia-maratona e 3000 pessoas juntaram-se à mini-maratona. “Hoje em dia não temos condições para aumentar o número de participantes por causa do percurso”, reforça o responsável.

O presidente do IDM acredita, além disso, que as mudanças ao traçado poderão ter influenciado o desempenho dos atletas que, ao contrário do ano passado, não bateram recordes. “Espero que no próximo ano possamos ter um novo traçado, que permita melhorar os tempos”.

Recorde-se que este ano o trajeto da maratona obrigou os atletas a atravessar quatro vezes a ponte Sai Van. “É um percurso duro, fazem-se duas travessias para cada lado da ponte, que tem uma inclinação um pouco acentuada”, avalia Sérgio Silva, que terminou a prova em 99.º lugar (03:32). A correr pela primeira vez uma maratona, o engenheiro português a trabalhar em Macau lesionou-se no joelho aos 28 quilómetros, acabando por concluir a prova entre a corrida e a caminhada. “Foi uma experiência engraçada, exigiu muito trabalho de preparação (…) acabou por ser inglória, apesar de ser gratificante terminar a prova”, vinca.

“Sendo uma maratona de Macau, penso que se deveria eventualmente tentar fazer mais algum percurso na cidade porque depois da ponte, acabam por se fazer seis quilómetros em Macau”.

Este foi o segundo ano que a Maratona Internacional de Macau esteve fechada ao trânsito. De acordo com o presidente do IDM, a organização do evento custou “à volta de dez milhões de patacas”, embora Jorge Tavares admita que “existem ainda contas a acertar”. O valor deverá ser inferior ao ano passado porque “como não foram batidos recordes, não foram atribuídos esses prémios”.

Catarina Domingues

 

Assine nossa Newsletter