GABINETE DE LIGAÇÃO DESTACA “PAPEL INSUBSTITUÍVEL” DE MACAU COMO PLATAFORMA - Plataforma Media

GABINETE DE LIGAÇÃO DESTACA “PAPEL INSUBSTITUÍVEL” DE MACAU COMO PLATAFORMA

 

O diretor do Gabinete de Ligação do Governo chinês em Macau, Li Gang, defendeu esta semana o “papel insubstituível” de Macau na cooperação da China com a lusofonia ao apontar que esse é o caminho para diversificar a economia e evitar uma crise económica.

 

O desenvolvimento de Macau enquanto centro mundial de turismo e lazer e plataforma para a cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa são os meios para o território conseguir reajustar a sua estrutura económica e reduzir a dependência face ao jogo, afirmou esta semana o diretor do Gabinete de Ligação do Governo chinês em Macau, Li Gang, em entrevista à Xinhua.

“Só diversificando a economia, Macau conseguirá evitar uma crise económica”, alertou.

No que se refere à cooperação entre a China e a lusofonia, Li Gang constatou que Macau “desempenhou um papel insubstituível” ao referir que as trocas comerciais aumentaram para 130 mil milhões de dólares norte-americanos em 2013 face a 10 mil milhões de dólares norte-americanos há cerca de 12 anos.

Ao salientar que “grandes mudanças ocorreram” em Macau nos últimos 15 anos”, o responsável defendeu que o “Governo central tem sido sempre um importante apoio ao progresso económico e social” do território e continuará a ser.

“Os 15 anos de desenvolvimento de Macau também provaram o enorme sucesso da política ‘um país, dois sistemas’”, acrescentou, sublinhando que a sua implementação e o “apoio de Macau à Lei Básica garantiram que “as gentes de Macau governam Macau e que a Região goza de um elevado grau de autonomia”.

O diretor do Gabinete de Ligação garantiu que Pequim irá continuar a melhorar os sistemas e mecanismos relacionados com a implementação da Lei Básica, garantindo a Macau um elevado grau de autonomia, e a apoiar a administração do território.

“Acredito que, com os esforços conjuntos do Governo central e do Governo de Macau, a Região irá disfrutar de uma prosperidade sustentada e de harmonia social”, concluiu.

De acordo com o South China Morning Post, Li Gang afirmou também em declarações à agência noticiosa oficial chinesa que, “nos últimos 15 anos, ‘um país, dois sistemas’ e a Lei Básica foram implementados de forma abrangente em Macau” e que “toda a comunidade adere, apoia, aprende e promove a Lei Básica”.

“Quem disser que a Lei Básica não é boa será [considerado como] um rato na rua”, acrescentou o responsável, citado pelo mesmo jornal.

Analistas citados pelo South China Morning Post alegam que estas declarações de Li Gang são um aviso contra quaisquer atividades semelhantes aos protestos do movimento de desobediência civil Occupy Central, nas ruas da antiga colónia britânica há dez semanas. O analista político local Larry So afirmou ao jornal que Li Gang “enviou uma mensagem muito clara aos jovens de Macau, dizendo-lhes para não fazerem nada que se afaste da Lei Básica, como o que está a acontecer em Hong Kong”.

 

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