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E AÉCIO RESSUSCITOU

 

Numa campanha eleitoral dominada por uma morte – a de Eduardo Campos, do PSB, que promoveu Marina Silva a candidata presidencial – foi Aécio Neves quem ressuscitou nas urnas e obrigou Dilma Rousseff a uma segunda volta imprevisível.

 

E agora começou a caça ao voto dos apoiantes de Marina Silva. Logo na segunda-feira, Aécio Neves, candidato do PSDB que passou à segunda volta, afirmou ter mais convergências do que divergências com Marina Silva (PSB).

Aécio, que disputará o segundo turno das eleições em 26 de outubro, contra a atual Presidente, Dilma Rousseff, obteve 33,55% dos votos válidos – enquanto Dilma obteve 41,59% e Marina apenas 21,32%.

Segundo o influente Blog do Camarotti, que Gerson Camarotti publica no jornal O Globo, muitos apoiantes de Marina defendem apoio ao tucano desde que ele se comprometa a assumir os principais compromissos do programa da canditata apoiada pelo PSB.

E o candidato do PSDB não se fez rogado: “Tenho absoluta convergência com esses pontos. Pelo que nós queremos e avaliamos, se você reparar, verá que temos mais convergências do que divergências. Levo com grande serenidade qualquer manifestação de apoio para o segundo turno”, disse Aécio, quando questionado sobre a convergência programática com a ex-senadora.

Aécio disse ter recebido um telefonema de Marina, a cumprimentá-lo pela passagem à segunda volta, mas não houve aimnda compromisso sobre um eventual apoio. “Temos que dar tempo ao tempo. Cabe à liderança (do PSB) saber o tempo para tomar essa decisão. Não cabe a mim avançar nesse tempo”, declarou.

 

DILMA QUER COMPARAR GOVERNOS

Também Dilma Roussef foi cumprimentada por Marina, pela sua passagem à segunda volta, mas a campanha da Presidente está já ao ataque contra Aécio. Ambos têm um passado: Dilma, herdeira de Lula da Silva, e Aécio, ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso, seu mentor. E a Presidente quer comparar os dois governos

“Nós vamos ter mais uma vez no Brasil dois projetos se confrontando e esses dois projetos têm uma peculiaridade. Ambos têm práticas de governo que ocorreram. Não vamos comparar só programas, mas também governos muito concretos, que apresentaram propostas para o Brasil e tiveram tempo de fazer, ao contrário de quem nunca tinha governado o país antes”, disse a petista.

Numa entrevista, logo na segunda-feira, a Presidente citou números de escolas técnicas construídas pelo seu governo e pelo de Fernando Henrique Cardoso, entre 1995 e 2002. “Eles jamais colocaram os pobres no Orçamento. Todas as políticas sociais foram restritas, feitas para poucas pessoas. O Brasil tem 202 milhões de habitantes, então as políticas que fazem a diferença têm que ser compatíveis com esse número de habitantes”, ressaltou.

 

DILMA EM ÚLTIMO NO EXTERIOR

Se dependesse dos brasileiros no exterior, a presidente Dilma Rousseff nem sequer teria ido ao segundo turno das eleições, escreve o Jornal do Commércio. O resultado da votação no mundo apontou para uma vitória clara de Aécio Neves, do PSDB, com 49,51% da preferência dos brasileiros no exterior. Em segundo lugar veio a candidata Marina Silva, com 26% dos votos. Dilma aparece apenas na terceira colocação, com 18,3% dos votos do brasileiros.

No total, 132 mil brasileiros votaram no exterior. A proporção ainda é pequena diante da estimativa do Itamaraty de que cerca de 2 milhões de brasileiros vivam pelo mundo. Mas, ainda assim, o número de eleitores foi recorde, depois que consulados fizeram uma ampla campanha para registrar os brasileiros.

Se na maior parte das capitais estrangeiras Aécio Neves se saiu melhor, em Paris o tucano quebrou um paradigma. Seu score sobre Dilma Rousseff na capital francesa no primeiro turno das eleições presidenciais representa muito pouco em termos de número de votos – 8,8 mil -, mas tem um peso simbólico forte: foi pela primeira vez em 16 anos que o PT perdeu uma eleição entre os eleitores brasileiros que vivem na França.

A última vitória do PSDB registada pelo Consulado-Geral de Paris havia sido a de Fernando Henrique Cardoso em 1998, quando o tucano somou 426 votos, à frente de Lula, que registrou 363 votos.

 

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